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Wobben aplica Reforma Trabalhista e demite em massa

Dirigentes sindicais ressaltam que se houver cipeiro, grávida, lesionado entre os demitidos, podem procurar o sindicato para requerer direitos

Publicado: 14 Maio, 2019 - 11h45 | Última modificação: 14 Maio, 2019 - 11h48

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região

Foguinho/Imprensa SMetal
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Entre sexta-feira, dia 10, e esta segunda-feira, dia 13, a Wobben, que fica no bairro Iporanga, em Sorocaba, demitiu aproximadamente 90 trabalhadores da produção.

Na manhã desta terça-feira, 14, o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Silvio Ferreira, informou os trabalhadores, em assembleia realizada na porta da fábrica, que o sindicato poderia oferecer instrumentos para a empresa evitar as demissões. “Mas ela preferiu aplicar a Reforma Trabalhista e fez a demissão sem nenhuma negociação”, explicou.

“Poderíamos ter negociado outras medidas também como férias, lay-off, redução de dias de trabalho, para evitar esses cortes drásticos, porque o maior direito do trabalhador é o direito ao emprego”, destaca o secretário-geral.

A Wobben é uma metalúrgica que atua no setor de energia eólica. Como o governo não tem projeto de matriz energética, nem ações para o desenvolvimento industrial, a empresa alega que não há produção suficiente para manter o quadro de funcionários, que era de cerca de 430.

Estabilidade

Durante a assembleia, os dirigentes do SMetal alertaram os trabalhadores que a empresa não comunicou se haverá mais demissões e solicitou para que façam denúncias ao sindicato, por meio dos diretores do Comitê Sindical de Empresa (CSE), em casos de assédio, entre outras irregularidades.

Após cobranças do CSE, por meio de uma mensagem via e-mail, o RH da Wobben apenas informou, na segunda-feira, 13, que os demitidos terão direito a seis meses de convênio e a seis meses de vale-compra.

“Se vocês conhecerem alguém que foi demitido que seja cipeiro, lesionado, grávida ou esteja próximo de se aposentar, peçam para entrar em contato com o sindicato para que possamos requerer os direitos”, pontuou Silvio.

Antes da reforma trabalhista ser aprovada nenhuma empresa poderia demitir mais de 20% do quadro de trabalhadores sem prévia comunicação com o sindicato. Quando isso ocorria, o próprio SMetal entrava com ação na justiça para reverter as demissões.

Saúde e Segurança

Os dirigentes do SMetal aproveitaram para alertar os trabalhadores sobre as declarações do governo sobre saúde e segurança do trabalhador. Ao invés de implementar uma política industrial e melhorar as condições de trabalho o governo comunicou nesta segunda-feira, 13, que tem como objetivo acabar com as normas regulamentadoras, que foram criadas para prevenir acidentes.

“Aos que continuam na linha de produção todo cuidado é necessário, para cuidar da própria segurança como a do colega”, finalizou Silvio Ferreira.