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Trabalho no mundo do samba é tema de seminário na CUT-SP

Atividade, em parceria com a Revista Raça, discute a pouca valorização dos profissionais de música

Publicado: 08 Novembro, 2018 - 18h18 | Última modificação: 08 Novembro, 2018 - 18h40

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

Arte: Maria Dias/CUT-SP
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Quem conhece algum sambista já deve ter ouvido sobre os desafios que ele ou ela enfrenta para sobreviver financeiramente, tendo, muitas vezes, que possuir outro emprego para honrar as contas ao fim do mês. Nesses casos, os cachês pagos muitas vezes não dão conta de assegurar a manutenção de toda uma estrutura ou cadeia de produção de shows e eventos, que envolvem não só o sambista e outros músicos, mas técnicos de som e produtor, nos exemplos mais simples. 

E é justamente esse debate que a CUT-SP e a Revista Raça irão realizar no próximo dia 3 de dezembro com o seminário O Mundo do Trabalho no Samba – cultura de resistência de um povo. Além de abordar os desafios vividos pelos trabalhadores do samba, a atividade também irá resgatar a história desse gênero musical que tem origem no período da escravidão e ainda enfrenta, nos dias de hoje, discriminação por conta de suas raízes africanas.

“É preciso desconstruir a ideia de que o músico atua por hobby. É uma atividade que exige muita preparação da pessoa e possui todos os desafios das demais profissões. Além disso, quando se contrata uma apresentação de um artista, é preciso considerar que há uma equipe envolvida, que não pode ser desvalorizada”, diz o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, que estará presente na atividade. 

Um exemplo apontado pelo dirigente ocorre durante o Carnaval, quando muitos dos que acompanham e torcem por uma escola de samba não imaginam a quantidade de pessoas envolvidas na produção de um desfile, que na maioria dos casos inicia a preparação em até um ano antes. São músicos, costureiros, cenógrafos, marceneiros e outra infinidade de trabalhadores que correm para garantir o espetáculo no sambódromo. “A pouca valorização do ramo faz com que muitos atuem como voluntários ou por meio de bicos aos finais de semana, sem que seja o emprego fixo”, diz Izzo. 

Secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP, Rosana Aparecida lembra que o samba é um importante instrumento político por trazer elementos da história. “Os sambistas conseguem unir a arte e a história no que fazem, pois resgatam e contam, a partir da música, os desafios que o povo negro enfrenta há séculos”. 

O seminário, em celebração ao Dia Nacional do Samba, integra a agenda de ações da CUT e seus sindicatos para o Mês da Consciência Negra, e terá as presenças do diretor da Revista Raça, Mauricio Pestana, da vocalista do grupo Clube do Balanço, Tereza Gama, do apresentador do programa Samba Pede Passagem da rádio USP, Moisés da Rocha, e da secretária de Combate ao Racismo da CUT Nacional, Maria Julia Nogueira. 

Para participar do seminário, que ocorre no auditório da CUT-SP, na região central de São Paulo, é preciso se inscrever, até o dia 23 de novembro, no link http://bit.ly/SeminarioSambaCUT

Seminário O Mundo do Trabalho no Samba – cultura de resistência de um povo
Data: 3 de dezembro de 2018
Local: Auditório da CUT – Rua Caetano Pinto, 575 – Brás – São Paulo
Inscrições: Pelo link http://bit.ly/SeminarioSambaCUT
Informações: (11) 2108-9181

 

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