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Trabalhadores na educação cobram Doria por valorização salarial

Afuse, sindicato da categoria, realizou atos em frente às diretorias de ensino nesta quarta-feira (3)

Publicado: 03 Novembro, 2021 - 20h11 | Última modificação: 03 Novembro, 2021 - 20h28

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

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Ato em Ribeirão Preto (SP)

Diante de intensos ataques promovidos pelo governo de João Doria (PSDB) aos trabalhadores da educação, a Afuse (Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação de São Paulo) realizou nesta quarta-feira (3) manifestações em defesa da valorização salarial e funcional da categoria. 

Foram registrados atos em frente a vários endereços onde funcionam as diretorias de ensino no estado, que receberam um ofício contendo as principais reivindicações dos trabalhadores. A CUT-SP e demais sindicatos apoiaram o movimento em cidades do ABC Paulista, Bauru, Franca, Ribeirão Preto, Sorocaba, Baixada Santista e Mogi das Cruzes. 

A categoria tem enfrentado perdas salariais acumuladas que ultrapassam a casa dos 250%. De acordo com o sindicato, também existe a necessidade de correções imediatas na carreira do QAE (quadro de apoio escolar), bem como a revisão e adequação do Módulo Escolar e a garantia da profissionalização dos funcionários, conforme já dispostos nas leis 12.014/2009 (artigo 61 e seus dispositivos) e 12.796/2013 (artigo 62-A e seus dispositivos). 

Caso não haja um indicativo de reunião pelo secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, os trabalhadores e as trabalhadoras prometem mais mobilizações nos próximos dias.

Na última sexta-feira, 29, para tentar intimidar a categoria e desmobilizar o ato, a secretaria enviou e-mail aos funcionários dizendo que os trabalhadores que participassem do ato teriam “falta injustificada sem compensação de horas”. Mas a mensagem não funcionou. “Realizamos atos expressivos nas 91 diretorias de ensino do estado, uma verdadeira demonstração de força dos trabalhadores. A luta contra a precarização do nosso trabalho está acima de qualquer intimidação”, afirma o presidente da Afuse, João Marcos de Lima. 

A base da Afuse é formada por todos os profissionais que atuam nas escolas, com exceção dos professores e das professoras. Agentes de serviço, agentes de organização e secretários de escola estão entre os trabalhadores representados. 

A categoria também está em luta contra a Lei Complementar nº 1361, de 21 de outubro de 2021 (antigo PLC 26/2021), a reforma Administrativa estadual, que foi aprovada pelos deputados da Assembleia Legislativa no dia 19 de outubro. Entre as maldades da reforma, está o aumento do confisco do benefício dos aposentados, o fim do reajuste automático anual, pelo IPC-Fipe, e do adicional de insalubridade – que, para muitos, significa metade da renda. 

O ofício de reivindicações critica, ainda, o fato de o governo ter anunciado o pagamento de abono salarial para professores, com valores que podem chegar a R$ 16 mil a depender de critérios, mas exclui os demais funcionários da educação. 

“São anos de precarização e ataques de um governo que deveria garantir o mínimo de respeito aos servidores. Mas estamos dispostos a lutar até ter nossas reivindicações atendidas”, completa a secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP e dirigente da Afuse, Rosana Silva.