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Trabalhadores na Amazul, do ramo de tecnologia, decidem por greve

Empresa responsável pelo Programa Nuclear Brasileiro segue desvalorizando profissionais

Publicado: 09 Março, 2018 - 11h47

Escrito por: Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia – SP

Reprodução/Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia – SP
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Após anos de retrocessos, os trabalhadores e trabalhadoras da Amazul disseram não ao desrespeito e a desvalorização. Em mobilização histórica, os profissionais de São Paulo e Iperó votaram pela greve nas assembleias de 7 e 8 de março. Esse será o primeiro movimento grevista da história da empresa e, certamente, dará início a uma nova realidade na Amazul.

A partir de terça-feira, dia 13, na entrada do expediente, as atividades serão paralisadas e os funcionários permanecerão concentrados nas portarias das três unidades. O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia – SP (SINTPq) estará presente com faixas, carros de som e a devida estrutura para viabilizar a manifestação dos trabalhadores.

Já são três anos de perdas salariais com reajustes abaixo da inflação. Agora, a empresa oferece 0% de correção e sinaliza, ao rejeitar a ultratividade, que cortará benefícios no próximo ano.

Não deixe que a situação na Amazul fique ainda pior. Lutar hoje não significa apenas garantir a correção salarial e os benefícios neste ano, significa impedir perdas e prejuízos a médio e longo prazo, como ocorrido gradativamente na antiga Emgepron.

A greve é um direito constitucional e é a maior arma dos empregados na luta por melhores condições de trabalho. Fortaleça esse movimento aderindo à paralisação e participando das mobilizações. Somente com o engajamento de cada trabalhador e trabalhadora será possível construir uma greve forte e representativa.

A Amazul é uma empresa pública brasileira, vinculada ao Ministério da Defesa, responsável por desenvolver tecnologias ao Programa Nuclear Brasileiro e ao setor nuclear da Marinha.

*Com acréscimos da CUT-SP

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