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Trabalhadores dos Correios de Ribeirão Preto param central de distribuição

Funcionários em greve garantem que não irão recuar diante da retirada de direitos

Publicado: 22 Setembro, 2017 - 13h01

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Divulgação
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Na manhã desta sexta-feira (22), trabalhadores dos Correios de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, paralisaram a central de distribuição que leva encomendas e correspondências para 92 cidades da região. Os atrasos impactaram diferentes cidades, incluindo as de grande porte como Araraquara, Franca, Barretos e Matão.

A luta contra a privatização e por garantia dos direitos e benefícios, além do reajuste salarial, são as pautas principais, como explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Ribeirão Preto, Oséias Vieira.

 “Estamos diante de um governo que apresentou nos últimos dias seu plano de privatizar 57 projetos e empresas estatais. Conhecemos muito bem em uma empresa os atos que antecedem a privatização. É o enxugamento da máquina através da retirada de direitos e benefícios. Fazendo isso, você onera menos a folha e aumenta o lucro. O que faz com que a empresa se torne mais interessante para o capital privado”, afirma.

Os trabalhadores iniciaram a greve da categoria no último dia 20. Para o coordenador da subsede da CUT-SP em Ribeirão Preto, Luiz Henrique De Souza, esta paralisação é mais do que legítima.

"Este movimento dos trabalhadores é contra as arbitrariedades impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer não apenas aos trabalhadores dos Correios, mas ao povo brasileiro. Em nome do lucro, querem privatizar também outros setores essenciais, como a água e a energia, áreas que devem estar apenas sob o controle do Estado", defende.

O pacote de privatizações anunciado pelo ilegítimo Michel Temer (PMDB) é o maior desde o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), do PSDB, responsável pela maior série de desestatização do país.

Segundo Oséias, os Correios em Ribeirão Preto estão sendo sucateados. “As condições de trabalho estão cada dia piores. Parece que a empresa faz isso com propósito claro de piorar a qualidade da prestação de serviço. Assim ela tentará fazer todo o convencimento possível para que a população acredite que a privatização é boa. É uma estratégia clara”, critica.

Em período de campanha salarial, nos últimos 40 dias a empresa cancelou por quatro vezes a negociação com a categoria. “Sem sentar para dialogar, a empresa apresenta um pacote de propostas que são de retirada de direitos e benefícios”, diz Oséias, que estará em Brasília nos próximos dias em reunião para defender a categoria.