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Trabalhadores da saúde realizam protesto contra demissões na FUABC de São Bernardo

Atividade, nesta quarta (18), tem o apoio da subsede da CUT-SP no ABC e sindicatos da região e faz parte do Dia Nacional de Protestos e Paralisações contra a PEC 32

Publicado: 17 Agosto, 2021 - 11h47 | Última modificação: 17 Agosto, 2021 - 11h58

Escrito por: Helena Domingues - SindSaúde ABC

Reprodução SindSaúde ABC
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O SindSaúde ABC realiza  nesta quarta, 18, ato de protesto às demissões que vêm ocorrendo na Fundação do ABC (FUABC) em São Bernardo. A concentração será às 9h em frente à sede da entidade (av. Pereira Barreto, 1.900, Paraíso, Santo André), de onde os manifestantes sairão em caminhada até o Paço Municipal de São Bernardo, onde será entregue um documento ao prefeito da cidade.

A atividade, que tem o apoio da subsede da CUT-SP no ABC e sindicatos da região, faz parte do Dia Nacional de Protestos e Paralisações organizado pelas centrais sindicais, que abrange também a luta contra a aprovação da PEC 32, que significa, segundo as entidades, o desmonte do serviço público no país.

FUABC

Informações dão conta de que, até o momento, mais de 200 demissões (são cerca de 6.500 trabalhadores) foram efetuadas recentemente nas várias unidades de Saúde do município, como hospitais, UBSs, UPAs etc. “As denúncias que chegam até nós são de que a vaga dos demitidos está sendo ocupada por apadrinhados políticos, o que é um absurdo, especialmente quando se trata de profissionais que cuidam da saúde da população”, afirmou o presidente do Sindicato, Almir Mizito.

Ainda segundo o dirigente, outras arbitrariedades estão sendo cometidas contra os trabalhadores de São Bernardo: “Estão impondo mudança de horário e de jornada e aqueles que não concordam sofrem retaliações”, disse ele.

“A Fundação está se especializando em prejudicar os trabalhadores. Não cumpre as Convenções Coletivas de Trabalho, não dialoga com o Sindicato, demite técnicos para contratar apadrinhados e persegue quem não se submete aos seus desmandos. Parece até que considera seus empregados inimigos”, concluiu Mizito.