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Trabalhadores da Fundação do ABC aprovam greve a partir de terça (17)

Categoria aprova Esta foi a decisão unânime da assembleia

Publicado: 13 Setembro, 2019 - 17h20 | Última modificação: 13 Setembro, 2019 - 17h57

Escrito por: Redação - Sindsaúde ABC

Divulgação/Sindsaúde ABC
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A partir de terça-feira (17) qualquer unidade de saúde da Fundação do ABC pode paralisar as atividades, em protesto ao não cumprimento, por parte da empresa, da Convenção Coletiva de Trabalho de 2019. São ao todo 10.470 trabalhadores envolvidos nos quatro municípios: Santo André (com 1.800 funcionários), São Bernardo do Campo (6.500), São Caetano do Sul (940) e Mauá (1.230). O acordo estabelece a reposição integral da inflação, de 5,07% nos salários e benefícios dos trabalhadores(as), em duas parcelas. 

Esta foi a decisão unânime da assembleia realizada na noite de quinta, 12, na sede do SindSaúde ABC, específica dos trabalhadores(as) em hospitais, UPAs, UBSs e demais equipamentos de saúde geridos pela FUABC. Nesta sexta (13) "vamos enviar o Aviso de Greve e a partir de terça-feira começam a pipocar paralisações, pois ninguém aguenta mais tanto desrespeito àqueles que cuidam da saúde da população”, afirmou o presidente do Sindsaúde ABC, Almir Rogério “Mizito”.

Com o salão do Sindicato lotado, a assembleia estava bastante representativa. Os que fizeram uso da palavra mostraram sua indignação com tamanho desrespeito. “Tem muita gente que não tem dinheiro nem pra comprar comida”, disse uma trabalhadora. “Falam tanto em humanização, mas o tratamento que nos dão é completamente desumano; nem para os demitidos estão pagando os direitos”, completou outra.

Processos – A assembleia teve dois pontos de pauta. No primeiro, os advogados do Sindicato deram informações sobre o andamento dos três processos contra a FUABC, referentes aos dissídios coletivos de 2016, 2017 e 2018, em trâmite na Justiça. Eles explicaram que, se até agora nenhum deles ainda foi concluído, é porque a Fundação faz de tudo para impedir, inclusive agindo de má fé com a própria Justiça.

“Tem também o tempo da própria Justiça e as coisas não fluem como deveriam; por exemplo, o processo de 2017 está mais adiantado que o de 2016”, disse o dr. Túlio, acrescentando que se não fosse a enrolação da FUABC os trabalhadores já poderiam estar recebendo, já que a causa está ganha. “Mas os cálculos que a empresa apresentou estão incompletos e errados”.

2019 – Após esclarecer dúvidas sobre os processos, teve início a discussão do segundo ponto da pauta, que era a Campanha Salarial de 2019, já encerrada para a maior parte da categoria. “Se a Fundação cumprisse o acordo assinado com o sindicato patronal, já teria aplicado os 2,5% nos salários de agosto, referentes à primeira parcela do reajuste, que totaliza 5,07% até outubro”, disse Mizito.

Mas, a exemplo do que vem fazendo desde 2016, a empresa se fingiu de morta, deixando os trabalhadores, mais uma vez, sem qualquer reajuste. “Enquanto ficam no jogo de empurra-empurra, dizendo que a culpa é da prefeitura e vice-versa, quem está lá, na linha de frente, atendendo diretamente a população, é completamente ignorado; é como se não existissem”, falou o dirigente.

“Vamos mostrar que nós existimos, sim, e que vamos lutar por nossos direitos”, concluiu Mizito. As paralisações podem ocorrer em qualquer das unidades geridas pela Fundação do ABC e por isso o movimento foi denominado “greve pipoca”.