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Trabalhadores cobram negociação com OAB em protesto na cidade de São Paulo

Sinsexpro entrou com dissídio coletivo no TRT-2 para resolver impasse com o órgão; caso chegou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST)

Publicado: 30 Agosto, 2021 - 18h20 | Última modificação: 31 Agosto, 2021 - 09h09

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Claudia Teodoro/Sinsexpro
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O Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas no Estado de São Paulo (Sinsexpro) protestou nesta segunda-feira (30) no centro da cidade de São Paulo para cobrar negociação da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A manifestação ocorreu em frente ao prédio da OAB-SP, localizado na Rua Maria Paula, 35. A categoria não apenas distribuiu materiais como também optou por uma ‘sardinhada’ como forma de protesto.

O Sinsexpro entrou com dissídio coletivo, em 2020, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) para garantir avanços no acordo coletivo.

Em fevereiro de 2021, o tribunal deu voto favorável ao sindicato ao conceder a manutenção dos benefícios e das cláusulas sociais até 2024, além das cláusulas econômicas com reajuste salarial pela aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2,4599% sobre os salários na data-base de 1º de maio de 2020.

A OAB-SP não aceitou a decisão, entrou com recurso e o caso chegou até o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. A situação está em andamento. O sindicato espera decisão judicial favorável aos trabalhadores.

Claudia Teodoro/SinsexproClaudia Teodoro/Sinsexpro
Sardinhada como forma de protesto em frente ao prédio da OAB

Durante o ato, a coordenadora de Comunicação do Sinsexpro, Rosângela Tavares, criticou a postura da OAB-SP de enfretamento com a categoria, bem como demissões de funcionários.  

“A reivindicação é por reposição salarial, que é o mínimo que vem sendo pedido, além da assinatura do acordo coletivo. Nossa sardinhada fala sobre isso, que só tem sobrado sardinha para os trabalhadores”, disse.

Discurso e prática

Esta não é a primeira vez que o sindicato vai às ruas contra a OAB-SP. Em 2018, protesto semelhante ocorreu durante a campanha salarial, quando já se relatava a intransigência da direção.

Para a coordenadora de Finanças do Sinsexpro, Inês Granada, integrante da direção da CUT-SP, a relação de respeito por parte da direção da OAB-SP não passa de discurso. “Quem trabalha lá não tem reajuste salarial e não vê os compromissos trabalhistas serem cumpridos”.

Claudia Teodoro/SinsexproClaudia Teodoro/Sinsexpro

Assim como Inês, o coordenador-geral do Sinsexpro, Carlos Tadeu Vilanova, também critica o discurso da direção do órgão que, segundo ele, não está disposta a negociar.

“A Ordem tem um papel fundamental na sociedade, de defesa da constitucionalidade, do republicanismo e da democracia. Infelizmente, a direção atual não tem essa preocupação. Faz dois anos que esses trabalhadores não têm correção salarial e isso não significa falta de dinheiro”, destaca.

De acordo com Vilanova, que é também secretário de Política e Organização Sindical da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional (Fenasera), existem falta de transparência e mau uso do orçamento da OAB-SP.

Colaborou: Claudia Teodoro - Sinsexpro