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Trabalhadores aprovam greve por tempo indeterminado na LG Taubaté

Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) e os trabalhadores iniciaram um cronograma de mobilização, com ações como vigília na porta da fábrica

Publicado: 12 Abril, 2021 - 16h37 | Última modificação: 12 Abril, 2021 - 16h43

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região

Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região
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Os trabalhadores e trabalhadoras na LG Taubaté iniciaram uma greve nesta segunda-feira (12). A decisão foi aprovada em assembleia, após a rejeição de uma proposta de indenização pelo encerramento da produção na fábrica da cidade.

A greve é por tempo indeterminado. O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) e os trabalhadores iniciaram um cronograma de mobilização, com ações como vigília na porta da fábrica. Cerca de 700 trabalhadores dos setores de celulares e IT (notebook monitores) estão parados.

“Se hoje estamos aqui na porta do LG, isso é única e exclusivamente por culpa da empresa. A LG tomou uma decisão unilateral de fechar a fábrica de Taubaté. Nós vamos fazer a luta que for necessária para defender o interesse dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou o presidente do Sindmetau, Claudio Batista.

A proposta de indenização social feita pela empresa, e reprovada pelos trabalhadores, estabelecia pontos como extensão do plano médico, PLR, indenização de acordo com tempo de casa e qualificação profissional, entre outros.

Subsede e sindicatos CUTistas da região prestaram apoio no ato desta segunda (12)
Fornecedoras da LG

Os reflexos do encerramento da produção na LG afetam diretamente outras três empresas na região. Blue Tech e 3C, em Caçapava, da Sun Tech, em São José dos Campos, são fornecedoras exclusivas da fabricante sul-coreana.

As trabalhadoras das três empresas também protestaram nesta segunda-feira (12). Elas vieram a Taubaté para reivindicar acesso aos mesmos direitos dos funcionários na LG. Sun Tech, Blue Tech e 3C somam cerca de 430 postos de trabalho. 

Entenda o caso

Em janeiro deste ano começaram a circular informações no mercado e na imprensa sul-coreana sobre uma possível venda da divisão de celulares da LG. O Sindicato acionou a empresa, mas recebeu ofícios com respostas evasivas. Um pedido de reunião com o presidente da LG também não foi atendido. 

No dia 5 de abril, a fabricante sul-coreana disparou um comunicado onde informava o encerramento global da divisão de celulares, alegando que a área acumulava um prejuízo de 4,1 bilhões de dólares.

No dia seguinte, em reunião com o Sindicato, a empresa informou que pretende levar a linha de notebooks e celulares de Taubaté para Manaus. A LG alega que na capital do Amazonas terá terá incentivos fiscais, o que não ocorre no estado de São Paulo.

Matéria publicada no site do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região