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Suposto déficit da ECT agora tem suposto lucro milionário, em apenas alguns meses

Para a Fentect e alguns parlamentares, são dados questionáveis

Publicado: 17 Maio, 2018 - 11h20

Escrito por: Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares

Reprodução
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O presidente interino dos Correios, Carlos Fortner, anunciou recentemente o resultado de R$ 667 milhões em 2017, revertendo o suposto déficit bilionário de 2016. Entretanto, são números inconclusivos e incoerentes. Para a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) e alguns parlamentares, são dados questionáveis. Essa crise financeira, na visão da federação, sempre foi usada pela empresa como justificativa apenas para implementar cortes nos direitos dos trabalhadores, enquanto a ECT vem mantendo a política de patrocínios, cargos políticos com salários exagerados e reestruturações bilionárias.

Logo, fica a pergunta sobre como uma empresa de proporção nacional pode uma hora não ter bilhões em dinheiro e, em questão de meses, aparecer novamente rentável. Na ótica da federação, isso só reforça as denúncias já apresentadas sobre as questões contábeis que têm influenciado nesses números do suposto déficit.

O pós-emprego, por exemplo, foi alterado recentemente, afetando diretamente o resultado da ECT, passando assim a apresentar um lucro. Isto reforça que tal resultado também pode ser no sentido de apresentar prejuízos, como vinha se configurando nos dois últimos anos, quando a empresa teve um “suposto” déficit.

O secretário geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, em entrevista à imprensa, deixou claro o posicionamento da categoria, que é contrária a política de desmonte da empresa. Está evidente a postura da ECT, que comuna com a do presidente Michel Temer, de entregar o patrimônio brasileiro ao mercado. Esse resultado apresentado na semana pode ser apenas mais uma tática de demonstrar viabilidade para a venda dos Correios.

Desmonte acelerado

Além de encolher todos os investimentos da empresa nos dois últimos anos, demitir empregados e não repor o quadro, as mudanças significativas na operacionalização de procedimentos dentro dos Correios tem impactado na qualidade dos serviços.

As decisões da direção dos Correios foram incoerentes no passado e estão sendo agora também. Não faz sentido fechar agências próprias da empresa para abrir terceirizadas, e muito menos entregar o setor de encomendas e logística para terceiros, pois se tratam de segmentos altamente lucrativos dos Correios.

“Tudo indica que isso é um caminho rumo à privatização. A gente vai combater com a mobilização. Vamos trabalhar muito para não deixar isso acontecer e fazer o que está ao nosso alcance, ainda que seja com uma grande greve e a ocupação do Congresso Nacional, como fizemos em 1997”, enfatiza o secretário geral.

 

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