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Subsedes em Marília e Bauru são estratégicas para barrar ciclo de governo neoliberal

Plenárias regionais elegem coordenadores e atualizam plano de lutas em ano decisivo à classe trabalhadora

Publicado: 15 Fevereiro, 2022 - 21h42 | Última modificação: 15 Fevereiro, 2022 - 21h52

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

Arte: Maria Dias/CUT-SP
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Com uma população de 379.297 mil pessoas, Bauru é conhecida como a “Cidade Sem Limites”, alcunha recebida nos anos 1950 pelo fato do município ter ser tornado um dos principais polos econômicos do Oeste Paulista, com uma importante malha ferroviária.

Hoje, aos 125 anos, Bauru possui uma prefeita, Suéllen Rosim (Patriota), alinhada à gestão de Jair Bolsonaro (PL), fazendo repetir erros no enfrentamento da pandemia de covid-19, que lotou as UTI’s da região. Outros problemas da cidade passam pelo aumento do transporte coletivo – foi de R$ 4,20 para R$ 4,85 – e a compra de 16 imóveis, que foram desapropriados, por quase R$ 35 milhões para utilização da Secretaria Municipal de Educação – fato que está sendo investigado pela Câmara dos Vereadores.

Já no município quase vizinho, Marília, a gestão do prefeito Daniel Alonso (PSDB) enfrenta críticas comuns às gestões tucanas: privilegia bairros nobres e do centro, deixando as periferias com inúmeros desafios. Entre as reclamações dos moradores, estão a falta de saneamento básico, asfalto, iluminação e os constantes cortes no fornecimento de água.

Entra ano, sai ano, o período de fortes chuvas também deixa a população da cidade em alerta, já que diversos pontos alagam e correm riscos de deslizamentos. Na saúde, há relatos da falta de médicos nos postos de atendimento, deixando à mercê uma população estimada em 242 mil pessoas, de acordo com o IBGE.

Bauru, Marília e os demais municípios que formam a região, como Lins, Jaú, Botucatu, Avaré e Cerqueira César, possuem características parecidas e costumes conservadoras, que ganham o reforço e a influência das mídias locais, pouco críticas aos governantes, e do setor do agronegócio.

Diante disso, a presença dos movimentos sindical e sociais têm um papel necessário, sobretudo para conseguir romper um ciclo de políticas neoliberais que pouco atende aos interesses da população mais necessitada. E é nesse contexto que a CUT-SP possui subsedes nas duas regiões.

“Este ano se apresenta como uma grande chance para que projetos políticos que defendam a classe trabalhadora tenham êxito em redutos historicamente conservadores. Por isso, as subsedes de Bauru e Marília possuem um papel fundamental de diálogo e mobilização”, afirma a professora Telma Victor, secretária de Formação da CUT-SP.

Na semana passada, inclusive, as duas regionais realizaram plenárias para definir as prioridades para o próximo período e elegeram novos coordenadores até 2024. 

Por Bauru, a coordenação será assumida por Flávio Coutinho, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados de Jaú (STICJ), que afirma que terá como estratégia fortalecer a unidade entre as entidades sindicais da região. “Vamos atuar sempre no coletivo, aproximar os sindicatos entre si, pois dessa forma conseguiremos mostrar às bases de trabalhadores o tamanho de nossa força”.

O dirigente também reforça a importância de garantir a paridade de gênero no movimento sindical local. “Teremos um tempo político difícil pela frente e a participação de todos e todas será fundamental nessa luta. Então será uma tarefa nossa garantir a participação das mulheres e implantar os coletivos de combate ao racismo e LGBTQIA+ na CUT em Bauru”.

Já Arlindo Rodrigues da Cruz Junior estará a frente da coordenação da subsede em Marília. Ele que é do ramo da saúde e diretor regional do SindSaúde-SP, reforça a necessidade de envolver a classe trabalhadora na disputa política. “Precisamos continuar a luta pelo protagonismo, nos credenciando como referência na organização dos sindicatos da região e os trazendo para o modelo CUTista e para dentro da Central. Além disso, vamos apoiar e viabilizar a vitória dos candidatos comprometidos com a classe trabalhadora nas diferentes esferas, possibilitando a revogação das reformas trabalhista e da previdência. Assim venceremos esse governo fascista e genocida”, afirma.

As plenárias estaduais da CUT-SP percorreram todas as subsedes entre o final de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, com a definição das coordenações e também das agendas de luta que nortearão o trabalho da Central ao longo dos próximos anos. As subsedes funcionam como espaços de representação da CUT-SP divididas por regiões, que contemplam a capital, Grande São Paulo, litoral e interior, de forma a garantir a aproximação da entidade com os sindicatos, movimentos sociais e os trabalhadores em todo o estado.

Solidariedade

Em todas as plenárias das subsedes, o secretário de Comunicação da CUT-SP, Belmiro Moreira, apresentou a campanha solidária de ajuda à população atingida pelas fortes chuvas que impactaram municípios dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

A doação em dinheiro pode ser feita via pix para a CUT São Paulo, no CNPJ 60.563.731/0018-15, pela conta da CUT Minas Gerais, no CNPJ 65.139.743/0001-92, ou para a conta da CUT Bahia, no CNPJ 60.563.731/0003-39.

“Contamos com a solidariedade das entidades e da população na campanha, ajudando os que mais necessitam, como é o caso do povo baiano que perdeu casa, roupas e esperanças nessa tragédia”, conclui o dirigente.