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Somos protagonistas da nossa história

O Dia Internacional das Mulheres, assim como o mês todo de março, representa um período de luta, para relembrar as conquistas das mulheres e lembrar que essa luta ainda não acabou

Publicado: 02 Março, 2020 - 14h04 | Última modificação: 02 Março, 2020 - 16h14

Escrito por: Márcia Viana - Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP

Rafael Silva/CUT São Paulo
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Do enfrentamento ao domínio imposto pela força física, ainda na pré-história; da presença na revolução industrial às campanhas para que nossa voz fosse ouvida nas urnas; das lideranças campesinas aos grandes embates para garantir direitos que nos permitam parir, amamentar e criar com dignidade nossos filhos.

Somos mulheres. E somos brasileiras.

Vimos nos últimos anos a retirada de nossos direitos na reforma da Previdência, na Seguridade, nas leis trabalhistas, no crescimento do feminicídio, no descaso de um governo que nos considera uma “fraquejada” na concepção. Assistimos, a cada dia, ao aumento da desigualdade social, da miséria, do desemprego e da informalidade, apontando para um futuro em que aos nossos filhos e netos, às novas gerações, restará apenas o trabalho árduo, desumano, sem acesso ao conhecimento, à educação, às artes, ao lazer e à cultura.

Triste retrocesso sobre nossas conquistas, que nos impele mais uma vez a reacender nossa chama e levantar nossa voz.

Somos protagonistas de nossa história e precisamos escrevê-la a cada dia com coragem e determinação. Neste ano, em especial, em que teremos eleições, não nos bastará ir às urnas. Cada vez mais temos que nos posicionar nas esferas de poder, como políticas, sindicalistas, ativistas.

É nas instâncias decisórias que podemos levar o olhar, a voz e a necessidade de cada brasileira. Da mãe que precisa de creche à trabalhadora que não pode ganhar menos em igual função; da jovem que precisa de proteção para exercitar sua sexualidade, livre de ataques misóginos e assassinos, à idosa que, após anos de trabalho, não pode morrer na fila no INSS.

Tudo isso se reflete no dia a dia de cada uma de nós. E para ser futuro, tem que ser reivindicação presente.

Porque sim, somos mulheres e, assim sendo, somos e seremos, sempre, resistência!