MENU

Sindsep renova em seu 13º Congresso a disposição do funcionalismo para a luta

Publicado: 29 Novembro, 2023 - 15h40 | Última modificação: 29 Novembro, 2023 - 15h46

Escrito por: Cecília Figueiredo - Sindsep

Elineudo Meira/Sindsep
notice

O caderno de teses, que norteará a ação do Sindicato para o próximo período, foi aprovado por unanimidade, nesta sexta-feira (24), último dia do 13º Congresso do Sindsep, na quadra dos Bancários, no Centro de São Paulo. 

Apesar de temas áridos, pelos ataques a que vêm sendo submetidos os/as servidores/as e os serviços públicos no município, estado e no Brasil, desde o golpe impetrado contra a presidenta Dilma Rousseff, o processo de construção e debate participativo do 13º Congresso do Sindsep, nos últimos seis meses, favoreceu um clima de solidariedade, companheirismo e disposição na etapa final.

“É meu primeiro congresso, mas estou gostando e aprendendo bastante”, disse Erick Jerônimo, servidor do CRST que está há 8 meses na Prefeitura de São Paulo e nesse mesmo tempo filiado ao Sindsep. Verônica Maria Rodrigues também disse ter se surpreendido positivamente com o Congresso do Sindsep. Para a enfermeira da Vigilância Sanitária do Jaçanã, que está na prefeitura desde 2019, chamou a atenção o número, diversidade e participação de pessoas. 

“Somos muito gratas ao Sindsep, porque ele que nos trouxe para a Prefeitura de São Paulo. Eu passei no concurso de 2017, mas a prefeitura não queria chamar os aprovados, foi pela ação do sindicato que conseguimos ingressar. O Sindsep foi buscar a gente”, agradece a servidora de Nível Médio do CRST Lapa, Josineide.

O QAG Marcelo Debru, arquiteto que ingressou há um ano e meio no departamento de planejamento da Sehab por concurso público, e este é o primeiro congresso que participa. Em sua opinião, a sindicalização é essencial para a organização da classe trabalhadora. “Se não fizermos frente a esse avanço de extrema direita conservadora, nossos direitos não têm nenhuma segurança de serem garantidos e nem nossas liberdades, portanto o sindicato permite esse contato, essa aproximação política com outras categorias do funcionalismo e da classe trabalhadora, reforçando nossa luta por direitos”, disse o servidor, que buscou a filiação após uma paralisação realizada pelo Sindsep em frente ao prédio Matarazzo. 

Para Urias Prado, servidor público por 32 anos no Serviço Funerário Municipal, a decepção com a prefeitura de São Paulo é enorme. Nessas três décadas foi coveiro no Cemitério Dom Bosco, em Perus, zona Noroeste, e também como velorista no Cemitério Cachoeirinha. Em 1º de setembro foi transferido para o Parque Municipal Anhanguera. “Todos nós que trabalhamos no Serviço Funerário estamos muito decepcionados com esse governo, porque depois de 32 anos prestando serviço à população, aí realizam a concessão e a gente fica jogado de lado, sem função”, lamenta. Ele transformou o luto em luta e foi nesse período que se filiou ao Sindsep. “Este congresso está me ajudando a compreender muitas coisas, entender a importância do engajamento”.

Além das votações finais, em plenário, o dia foi marcado por abraços, sorteios empolgados de quick massage, oferecidos pela professora de inglês mais animada do rolê, dinâmicas e atitudes de companheirismo. O congresso favoreceu o intercâmbio de experiências, a troca de ideias entre servidores/as de diferentes categorias, a ideia de corpo, de conjunto.