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Sindicato de Boa Esperança do Sul debate os desafios das trabalhadoras rurais

Categoria será duramente penalizada se a reforma da Previdência for aprovada pelo Congresso

Publicado: 02 Abril, 2019 - 13h26 | Última modificação: 02 Abril, 2019 - 13h33

Escrito por: Subsede da CUT-SP em São Carlos

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O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Boa Esperança do Sul, no interior de São Paulo, realizou no último sábado, 30, o evento “Março de Mulheres e Luta: trabalho política e reflexão”. A atividade aconteceu no Cine Teatro da cidade e contou com a participação de 40 trabalhadoras.

De acordo com a direção do Sindicato, eleita no final do ano passado, o objetivo é promover mais encontros como esse, que fortalecem a organização dos trabalhadores e o diálogo diretamente com a base, que são necessários, principalmente na atual conjuntura, onde os direitos estão sob ameaça.

A subsede da CUT-SP em São Carlos esteve representada por meio da dirigente Ceres Ronquim e também pela coordenadora do Coletivo de Igualdade Racial, Silvia Gasparino, que dialogaram com as trabalhadoras sobre a importância da construção de consciência de igualdade de gênero.

Os temas representatividade e participação e desafios das mulheres nas políticas públicas foram abordados e debatidos pela vereadora da cidade, Bela Mascoti, e pela dra. Pricila Grifoni e dr. Joao Matheus Bolito (mandato da deputada estadual Marcia Lia). A representante da Secretaria de Agricultura de Araraquara, Silvani Silva, contribuiu com o debate apontando especificamente os desafios da mulher do campo e explicou as formas de acesso a créditos para a categoria. O Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos também prestigiou o evento.

Em vários momentos durante a atividade foi enfatizado o quanto os trabalhadores e as trabalhadoras rurais serão duramente penalizados se a reforma da Previdência, encaminhada por Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional, for aprovada. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) pode retardar ou até mesmo acabar com o direito à aposentadoria dos trabalhadores rurais e também dos agricultores e das agricultoras familiares, que nem sempre têm renda para contribuir com o INSS e, por isso, estão na categoria de “segurados especiais”.

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