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Sindicalistas recebem Edinho Silva, novo presidente nacional do PT, na CUT

Publicado: 20 Agosto, 2025 - 16h26 | Última modificação: 20 Agosto, 2025 - 16h55

Escrito por: Talita Cazari

Roberto Parizotti/CUT
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A CUT recebeu hoje Edinho Silva, recém-eleito presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, em seu primeiro evento após as eleições internas do partido.

Edinho iniciou sua fala resgatando os últimos anos da política brasileira: o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, as eleições de 2018 que levaram Jair Bolsonaro ao poder em meio à prisão injusta de Lula, e a resistência representada pela candidatura de Fernando Haddad naquele período.

Ele destacou que foi a pandemia da Covid-19 que expôs de forma mais evidente a incompetência e o autoritarismo do governo Bolsonaro, além de acelerar o processo de desmascaramento da Operação Lava Jato. “A sociedade começou a identificar Bolsonaro como a cara do autoritarismo e do desastre no enfrentamento à pandemia”, afirmou.

Ao abordar a eleição de Lula em 2022 e os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, Edinho lembrou que este período marca um momento histórico para o país. Relembrou ainda o plano de assassinato contra o presidente e reforçou que 2023 se tornou um ano de reconstrução com o retorno do Bolsa Família, a reativação do PAC, com investimentos em portos e na transposição do Rio São Francisco, o Programa Pé-de-Meia, para garantir a permanência de estudantes vulneráveis nas escolas e Minha Casa Minha Vida retomado.

“O grande debate do século é a concentração de renda”, disse Edinho, lembrando que Lula propôs no G20 que o mundo discuta esse tema. Entre as medidas já enviadas ao Congresso, citou a isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 salários mínimos e a taxação dos super-ricos, questionando: “Quem deveria pagar e não paga impostos?”

O novo presidente do PT também falou sobre a ofensiva dos Estados Unidos contra o Brasil, relacionando o recente tarifaço de Donald Trump às transformações econômicas lideradas pelo país, como o avanço do PIX, que movimentou R$ 30 trilhões em 2024, reduzindo ganhos dos cartões de crédito internacionais.


Outro ponto levantado foi a pressão norte-americana em torno das terras raras e do fortalecimento dos BRICS. “Tem uma ofensiva política contra o Brasil e a América do Sul. Não podemos nos tornar quintal dos Estados Unidos”, alertou.

Em tom crítico, Edinho lembrou o caráter fascista e autoritário do presidente norte-americano: “Trump quis anexar o Canadá, mandou apagar das ruas de Washington a frase Vidas Negras Importam, odeia imigrantes e é racista. Não podemos ter medo de dizer isso”.

Após a exposição, a palavra foi aberta aos presentes. Diversos sindicalistas aproveitaram o espaço para fazer perguntas, trocar ideias e também parabenizar Edinho pela eleição. O clima de unidade e confiança marcou o encontro, desenhando a perspectiva de uma ótima gestão à frente do PT nacional.O encontro na CUT reafirmou a importância da unidade entre sindicatos e o Partido dos Trabalhadores para enfrentar os desafios atuais. “É o debate político que vai mexer na opinião pública. Que sociedade queremos? Esse é o nosso papel histórico”, concluiu Edinho.