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Sindicalistas da CUT-SP participam das atividades da Vigília Lula Livre

No final de semana, prefeitos e ex-prefeitos também foram ao local, em Curitiba (PR), prestar solidariedade ao ex-presidente

Publicado: 01 Outubro, 2019 - 12h34 | Última modificação: 01 Outubro, 2019 - 14h12

Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo

CUT-SP
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Para reforçar a luta em defesa da liberdade do ex-presidente Lula, sindicalistas da CUT-SP estiveram, no último fim de semana, na Vigília Lula Livre em Curitiba (PR). A caravana foi composta por trabalhadores de diversas categorias de São Paulo que estiveram na capital paranaense nos dias 28 e 29 de setembro. 

Também no fim de semana, prefeitos e ex-prefeitos de diversos municípios do Brasil foram até o local prestar solidariedade a Lula. 

Ao longo dos dois dias, uma intensa agenda de atividades compôs a participação dos trabalhadores, como rodas de conversa e troca de experiências com os demais movimentos também presentes. 

“Temos aqui a manifestação de trabalhadores de vários setores, do movimento social e popular, vieram prestar solidariedade àquele que está no prédio da Polícia Federal condenado num processo viciado e sem prova, como já foi comprovado pelas conversas obtidas pelo site The Intercept Brasil. A todo momento, não só em nosso país, mas pelo mundo, muitas demonstrações de apoio demonstram a força do maior líder operário e mais bem avaliado presidente que o Brasil já teve. E não temos dúvida de que está bem próxima a sua libertação”, afirma o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, presente na Vigília ao lado do presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas. 

A ida ao local coincide com o momento em que os procuradores da Operação Lava Jato recomendaram à Justiça Federal a concessão da progressão de regime semiaberto ao ex-presidente. Na segunda (30), Lula reafirmou por meio de uma carta que não irá trocar sua dignidade por sua liberdade, já que sua prisão é injusta e nula. O pedido dos procuradores ocorre após a divulgação de trechos de conversas entre eles expondo condutas que podem ser consideradas ilegais no processo. 

A Vigília Lula Livre ocorre desde o dia 7 de abril de 2018, quando Lula foi detido pela Polícia Federal mesmo sem provas sobre sua participação em algum crime. Diariamente, os participantes realizam ações denunciando a prisão política e fazem o tradicional ‘bom dia, boa tarde e boa noite, presidente’, que o próprio Lula confirmou ouvir. 

O local, que fica em frente à Superintendência da PF, se tornou o símbolo de luta que tem mobilizado pessoas de todo o mundo contra a prisão ilegal do ex-presidente. Formada por movimentos sociais e sindical, a vigília tem recebido a visita de diversas personalidades do campo político, jurídico, religioso e artístico. 

Para o secretário-geral da CUT São Paulo, João Cayres, o cenário político desde a decisão do então juiz Sérgio Moro, alinhado a setores do país, é de ódio, rancor e obsessão. “Tudo o que a The Intercept mostrou em reportagens recentes só prova o que temos dito há tanto tempo, que estamos diante de um quadro de perseguições ininterruptas, que teve, sim, o objetivo de impedir que Lula fosse eleito à Presidência no ano passado. Estamos diante de uma atuação ilegal, de perseguições também ao movimento sindical e frente a um atentado à democracia e aos direitos. A liberdade de Lula se faz urgente”, afirma. 

Em setembro, mulheres trabalhadoras de diferentes categorias de São Paulo também marcaram presença nos dias 12 e 13, realizando uma série de atividades em solidariedade a Lula. 

Confira algumas imagens da participação da CUT-SP na Vigília

Maria Dias/CUT-SPMaria Dias/CUT-SP