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Servidores municipais de SP ocupam o Viaduto do Chá em protesto

Trabalhadores cobram da prefeitura resposta sobre perdas salarias

Publicado: 02 Outubro, 2019 - 13h17 | Última modificação: 02 Outubro, 2019 - 13h58

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Crédito: Elineudo Meira (Chokito)/CC
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Nesta quarta-feira (2), servidores municipais protestaram em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da capital. O Viaduto do Chá foi ocupado nos dois sentidos.

Além da desvalorização da categoria, os trabalhadores de nível básico e médio acumulam perdas salariais de 39,27%, de acordo com dados do Índice de Preços ao Consumidor medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) nos períodos de janeiro de 2013 a julho de 2019.

Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), o governo garantiu um abono salarial de emergência há sete meses. Mas o projeto de lei está travado judicialmente por ação do vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM), base do governo atual.

De acordo com o secretário de Imprensa do Sindsep, João Batista Gomes, também secretário de Mobilização da CUT São Paulo, a categoria exige que o prefeito Bruno Covas (PSDB) leve em consideração as suas reivindicações.

“Estamos sem reajuste salarial desde 2013 e o governo apresenta uma proposta que não resolve os nossos problemas. Realizamos ontem, em nosso primeiro dia de mobilização, mais de 10 atos regionais pela cidade de São Paulo, além deste ato hoje em frente à prefeitura”, diz.

A paralisação de 48 horas dos servidores recebe também o apoio de outras categorias, como explica o professor e presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo.

“O governo precisa apresentar uma proposta que atenda a todos os servidores e não apenas a uma parte como ele propõe. É urgente que se faça a reestruturação das carreiras. A CUT segue junto no apoio a esta luta”, afirma.

Durante o ato, o Sindsep informou que uma nova plenária será realizada pelos servidores na sexta-feira para debater e deliberar uma contraposta dos trabalhadores. Na próxima segunda (7), o sindicato encaminhará uma nova proposta ao governo.

No dia 15 de outubro, a categoria realizará uma paralisação geral das categorias do nível básico e médio com novo assembleia em frente à Prefeitura. O sindicato informa que outras paralisações vão ocorrer, caso o governo não apresente uma proposta que contemple as reivindicações apresentadas pelo conjunto do funcionalismo municipal.

Veja o vídeo do presidente do Sindsep, Sérgio Antiqueira: