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Santo André: Trabalhadores da educação decretam Greve Sanitária em 1º de março

Decisão foi aprovada por unanimidade pelos educadores em Assembleia convocada pelo Sindserv Santo André, na noite de sexta-feira (19)

Publicado: 22 Fevereiro, 2021 - 18h17 | Última modificação: 22 Fevereiro, 2021 - 18h33

Escrito por: Viviane Barbosa - Sindserv Santo André

Reprodução
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Trabalhadores e trabalhadoras da Educação de Santo André continuarão o ensino remoto na rede municipal e anunciam Greve Sanitária em Defesa da Vida a partir de 1º de março, caso seja obrigatório o retorno sem vacina.

A decisão foi aprovada por unanimidade pelos educadores em Assembleia convocada pelo Sindserv Santo André, na noite de sexta-feira (19). 

Participaram mais de 400 professores, professoras, educadores e demais trabalhadores da Educação.

O anúncio da volta às aulas presenciais em meio à pandemia de Covid-19, que continua elevada no país, foi confirmada pela Secretaria de Educação e pelo Prefeito Paulo Serra (PSDB). Já as prefeituras vizinhas na região do Grande ABC: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra vão postergar para o dia 5 de abril o retorno das aulas presenciais nas escolas municipais. 

“A greve é um direito constitucional. Não estaremos presencialmente nas escolas, mas continuaremos o trabalho remoto. Nossa luta é em defesa da Vida, chega de mortes para COVID-19. A Secretaria de Educação está infringindo as regras sanitárias”, disse a diretora do Sindicato, a professora Daisy Dias.

Manutenção do Ensino remoto e diálogo

Os educadores aprovaram na Assembleia a manutenção do ensino remoto, que está sendo realizado desde o ano passado, e que sejam garantidos pela Prefeitura os instrumentos e condições de trabalho adequados para seu pleno funcionamento, até que todos os profissionais sejam vacinados.

“Em sua Live (18/2), o Prefeito ficou desnorteado porque a nossa carreata foi muito positiva. Alertamos à população sobre a situação das escolas de Santo André que não é o que ele fala em suas Lives”, ressalta a diretora do Sindicato, a professora Mirvane Dias.

Os trabalhadores e trabalhadoras da Educação defendem o retorno presencial com segurança nas escolas, com vacinação, e que sejam disponibilizados todos os protocolos, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e testagem em massa.

"Nós, professores, equipes diretivas e todos nas escolas continuamos trabalhando.  É muito perigoso voltar presencialmente nesta pandemia, sem vacina. Santo André não pode colaborar com esse genocídio, com a morte de professores, educadores, principalmente agora com essas novas variantes do vírus. Já pedimos abertura de negociação com a Secretaria de Educação e com o Consórcio para que possamos dialogar sobre a melhor forma desse retorno, mas que não seja agora”, alerta o diretor do Sindserv Santo André, o professor Rodrigo Gomes.