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Atos em SP protestam contra política que levou quase 100 mil brasileiros à morte

Centrais sindicais responsabilizam governo Bolsonaro por ações desde o início da pandemia; trabalhadores de diversas fábricas também fizeram paralisações por 100 minutos

Publicado: 07 Agosto, 2020 - 14h12 | Última modificação: 07 Agosto, 2020 - 16h58

Escrito por: Vanessa Ramos e Rafael Silva - CUT São Paulo

Dino Santos/CUT-SP
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Centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais se reuniram nesta sexta-feira (7) em frente à Catedral da Sé, no centro da capital paulista, para protestar contra as mortes por Covid-19, que faz o Brasil se aproximar da marca das 100 mil mortes, com mais de mil óbitos diários.

A manifestação também foi em defesa da vida, dos empregos e contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Presidente da CUT Brasil, Sérgio Nobre, ressaltou a unidade entre as centrais sindicais e sindicatos para a construção deste Dia Nacional de Luta pela Vida e Emprego.

“Sabemos que muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse tomado medidas deste o início desta pandemia. E agora estamos chegando na triste marca de 100 mil mortes em nosso país, sabendo que boa parte dessas mortes são da população mais pobre. Não podemos achar que isso é normal. É preciso coordenar um processo de isolamento no país inteiro, a partir do governo federal, para preservar as vidas e sairmos logo desta crise”.

Da mesma forma, o secretário-geral da CUT São Paulo, João Cayres, teceu críticas ao governo Bolsonaro, apontando ainda o papel dos estados.

“Infelizmente temos visto muitos governos estaduais aderindo a esta política de volta às aulas e retorno às atividades normalmente mesmo em plena pandemia”, lamentou.

Dino SantosDino Santos
Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo

Até essa quinta-feira (6), o Estado de São Paulo registrou 24.448 óbitos e 598.670 casos confirmados do novo coronavírus, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde.

“As manifestações realizadas neste 7 de agosto reforçam o descontentamento da sociedade brasileira com a falta de políticas efetivas do governo para combater a pandemia de Covid-19. Além do luto, este dia também é marcado pela nossa luta em defesa da vida, do nosso Sistema Único de Saúde (SUS), dos empregos e pelo Fora Bolsonaro, porque não é possível manter no poder alguém que faz pouco caso do seu povo diante da maior crise sanitária deste século”, disse o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo.

Mobilizações pela vida

Além do ato principal na Praça da Sé, durante a manhã, trabalhadores e trabalhadoras de diferentes fábricas também se mobilizaram. No ABC Paulista, o Sindicato dos Metalúrgicos homenageou as quase 100 mil vítimas por Covid-19 com paralisação nas montadoras em São Bernardo do Campo durante 100 minutos.

Adonis Guerra/SMABCAdonis Guerra/SMABC
São Bernardo do Campo

Em Diadema, a paralisação ocorreu na Papaiz/Udinese, em defesa da vida e dos empregos. Já em Santo André, o Sindicato dos Bancários do ABC esteve na Rua Senador Fláquer, no centro, em frente a uma agência do Bradesco. Com personagem fantasiado de banqueiro, numa alusão de que o lucro está acima das vidas, os participantes colocaram cruzes nas ruas com palavras como “genocida” e “gripezinha” em referência ao presidente Bolsonaro.

Dino SantosDino Santos
Santo André

Na cidade de São Paulo, os servidores públicos municipais protestaram em frente ao Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), no bairro da Aclimação, contra as mortes por coronavírus, o governo Bolsonaro e as privatizações dos serviços públicos.

Em Sorocaba (SP), os sindicatos fizeram ações em diferentes pontos da cidade, estendendo faixas nos semáforos como forma de dialogar com os carros que passavam pelas ruas. Um dos protestos ocorreu na Praça 9 de Julho, na região central. Os manifestantes seguravam uma faixa dizendo "política errada de Bolsonaro mata CPFs e CNPJs" e cruzes nas mãos.

DivulgaçãoDivulgação
Sorocaba

No Acampamento Capão das Antas, em São Carlos (SP), localizado atrás da fábrica de motores da Volkswagen, trabalhadores e trabalhadoras sem-terra também participaram dos protestos nesta sexta, 7. Em vídeo divulgado na internet, eles falam em defesa da reforma agrária.

Ainda nesta sexta-feira, às 16h, os trabalhadores da saúde e demais categorias, além de militantes dos movimentos que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, farão uma caminhada no quarteirão da saúde, com concentração em frente à nova sede do SindSaúde-SP, na avenida Teodoro Sampaio, 483 (próximo ao Metrô Clínicas), na Cerqueira César.

Outros atos também estão agendados nas cidades de Campinas, São Vicente e Carapicuíba.  

Em atualização