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Propav atrasa pagamento da PLR e trabalhadores podem parar na sexta-feira

Além do pagamento da PLR, os trabalhadores também reclamam da alteração da data do pagamento dos salários sem nenhum aviso prévio

Publicado: 02 Dezembro, 2021 - 03h46 | Última modificação: 02 Dezembro, 2021 - 03h49

Escrito por: Alessandra Jorge - Sintricom SJC e Litoral Norte

Heitor N. de Morais/Sintricom
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Os problemas ocasionados pela precarização das contratações das terceirizadas na Refinaria Henrique Lage (Revap) em São José dos Campos parecem não ter fim.

Depois da greve dos trabalhadores da Método Potencial que durou 16 dias por falta de pagamento, agora são os trabalhadores da Propav que ameaçam cruzar os braços a partir da próxima sexta-feira (3), caso a empresa não acerte o pagamento da 1ª parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de aproximadamente R$ 3 mil.

Em assembleia realizada hoje (1º) na portaria P4 da refinaria, o presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil, do Mobiliário e Montagem Industrial de São José dos Campos e Litoral Norte (Sintricom), Marcelo Rodolfo da Costa, relatou aos trabalhadores que a empresa não aceita pagar a multa prevista no acordo coletivo pelo atraso no pagamento da PLR, que deveria ter sido efetuado na última terça-feira (30 de novembro).

Assim como a Método Potencial, a Propav é terceirizada na Revap e realiza serviços de manutenção de rotina. Atualmente, a empresa mantém cerca de 100 trabalhadores na refinaria.

“Eu deixei bem claro para empresa a questão de vocês sobre a PLR. Nós enviamos aviso de greve e vamos dar um prazo de 48 horas para a Propav se manifestar. Ela tem que entender que além da PLR, ela está devendo a multa. Se ela não efetuar o pagamento ou não passar uma posição pra gente nós vamos parar na sexta”, disse o dirigente.

Além do pagamento da PLR, os trabalhadores também reclamam da alteração da data do pagamento dos salários sem nenhum aviso prévio. O pagamento que antes era sempre efetuado no último dia do mês, agora será feito no quinto dia útil do mês seguinte.

Tragédia anunciada

Sem considerar a situação financeira das empresas e priorizando apenas o menor preço nas licitações para contratação, a Petrobrás contribui para os constantes atrasos e calotes. Situação que pode se agravar ainda mais se a privatização da estatal for consolidada.

Sobre a Revap

Segundos dados fornecidos pela Petrobrás, a Revap possui uma área de 10.000.000 m² e iniciou suas atividades em março de 1980. É capaz de processar 40.000 m³/d (252.000 barris/dia), equivalente a 14% da produção nacional de derivados de petróleo.

Atualmente, é a terceira maior refinaria do país. Produz asfalto diluído, cimento asfáltico, coque, enxofre, gás carbônico, gasolina, GLP, hidrocarboneto leve de refinaria (HLR), nafta, óleo combustível, óleo diesel, propeno, querosene de aviação (QAV-1) e solvente médio.

O mercado sob influência da refinaria abrange todo Vale do Paraíba, Litoral Norte do Estado de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Grande São Paulo, Centro-Oeste do Brasil e Sul do Rio de Janeiro. A Revap abastece 80% da demanda de querosene de aviação no mercado paulista e 100% do Aeroporto Internacional de Guarulhos.