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Professores da FSA estão em greve por atrasos nos salários e ataques da reitoria

Desde 2015 o corpo docente da Fundação Santo André sofre com atrasos nos salários. Décimo terceiro de 2016 a 2018 ainda não foi pago e professores acusam a reitoria de demissões infundadas

Publicado: 11 Janeiro, 2019 - 12h16 | Última modificação: 11 Janeiro, 2019 - 12h25

Escrito por: Rede Brasil Atual

Divulgação
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Professoras e professores da Fundação Santo André (FSA) estão em greve. Hoje (11), os docentes divulgaram uma carta aberta com os motivos da paralisação, além da convocação para uma aula pública, que será realizada amanhã no Calçadão da Oliveira Lima, na cidade do ABC, às 10h. O objetivo é conscientizar a sociedade civil sobre os problemas que os trabalhadores enfrentam na instituição.

As demandas dos funcionários são pagamento dos salários atrasados; pagamento dos décimos terceiros de 2016, 2017 e 2018, reintegração imediata dos docentes e funcionários desligados; transparência e acesso aos critérios da comissão de sindicância, e maior isenção da comissão de sindicância, pois são todos cargos de confiança do reitor.

De acordo com o Sindicato dos Professores do ABC (SinproABC), os salários sofrem atrasos desde maio de 2015. Ora não são pagos, ora são parcelados. “Não recebemos até agora os salários de dezembro de 2016, janeiro e fevereiro de 2017, e a reitoria tem pago frações do salário nos últimos meses para os docentes, mas salário completo para ela e seus cargos de confiança”, denuncia o sindicato.

Os professores acusam o reitor Francisco José Santos Mirleu, bem como sua equipe próxima, de sucatear a instituição. No início do ano, 75 funcionários entraram em processo de desligamento. O vice-reitor, Rodrigo Cutri, afirma que a medida foi fruto de uma sindicância que identificou profissionais que não passaram por concurso público. O sindicato cobra maior transparência do processo.

Cutri argumentou ter recebido "denúncia anônima no ano passado e a reitoria à época tinha obrigação de averiguar e zelar pelo bem público. Tem 35 casos mais conclusos e faltam 40. Dentro destes, alguns que comprovaram a regularidade. Tem casos em que o docente trouxe mais documentos”, afirma. O vice-reitor não descarta novas demissões.

Tal sindicância, denunciam os professores, foi realizada por pessoas de confiança do reitor. Eles reclamam da falta de isenção. “Existe suspeita que alguns de seus membros não fizeram concurso público. Também o reitor afirmou que não fez concurso público, alegando que a FSA nem sempre fez essa exigência, o que é verdadeiro. A comissão de sindicância sem isenção estaria protegendo o reitor?”, questionam.

Para o SinproABC, a equipe da reitoria, que inclui, além de reitor e vice, o pró-reitor de administração e planejamento, o pró-reitor de pós-graduação, pesquisa e extensão e os 14 cargos comissionados de confiança/assessores, trabalham para “implementar sua política de diminuição da qualidade de ensino e rebaixamento salarial”. Para os docentes, a reitoria “perdeu condições de governar (...) demonstrou que não tem capacidade para administrar e solucionar os problemas existentes”.

Assista à convocatória dos professores para a aula pública de amanhã:

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