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Pressão das ruas, redes e obstrução da oposição na Alesp barram votação do PL 529

Apesar da vitória, parlamentares contra o projeto alertam que é preciso manter a mobilização e a pressão sobre os deputados favoráveis; nova sessão foi marcada para hoje (1º), às 16h30

Publicado: 01 Outubro, 2020 - 15h17 | Última modificação: 01 Outubro, 2020 - 15h21

Escrito por: CUT São Paulo*

Elineudo Meira / @fotografia.75
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A pressão das ruas e das redes organizada pela CUT São Paulo, demais centrais sindicais, o Comitê de Luta Contra o PL 529, a Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, trabalhadores e trabalhadoras além de militantes dos movimentos sociais que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, somada à estratégia de obstrução dos deputados e deputadas da oposição e parlamentares contra o Projeto de Lei (PL) 529 que prevê o desmonte dos serviços públicos no estado com a extinção de dez autarquias, institutos e empresas públicas, demissão de 6 mil funcionário e o aumento da contribuição dos servidores estaduais para o IAMSPE, foram fundamentais para impedir a votação do projeto na Alesp já na madrugada desta quinta-feira (1º).

Passava da meia-noite quando o presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB) - que há três dias tenta sem sucesso votar a medida do governo também chamada de “Boiada de Doria” - percebeu que não seria dessa vez. Numa sessão tumultuada que teve início às 19h de quarta-feira (30), após mais de cinco horas, às 0h23 já de 1º de outubro, o painel mostrava 44 votos a favor, duas abstenções e o presidente, totalizando 47 presentes – mas eram necessários 48 parlamentares no plenário.

Apesar da vitória, deputados e deputadas da oposição alertam que é preciso manter a mobilização e a pressão sobre os parlamentares favoráveis. Uma nova sessão foi marcada para hoje (1º), às 16h30. Além das manobras que Macris tem promovido para votar o projeto, o governo também tem pressionado os deputados de sua base para garantir o quórum e aprovar sua proposta de desmonte dos serviços públicos.

“Apesar das vergonhosas manobras do presidente da ALESP, Deputado Cauê Macris, que por diversas vezes desrespeitou o regimento da Casa, a mobilização do funcionalismo público e dos movimentos sociais, aliada à atuação dos partidos de oposição, impediu que o Governo Doria conseguisse aprovar o PL 529 na sessão extraordinária desta quarta-feira. Essa é a demonstração de que a luta vale a pena e vamos continuar alertas e sempre mobilizados para não permitir que o Governo dilapide o patrimônio público e ataque os serviços públicos que atendem à população que mais precisa”, escreveu em sua página no Facebook a deputada estadual Professora Bebel (PT), líder da minoria na Alesp e presidenta da Apeoesp.

O líder da bancada do PT na Assembleia, deputado Teonílio Barba também reforçou, em um grupo de mensagens do Comitê Contra o PL 529, que a mobilização é fundamental para derrotar de vez o projeto. “O prazo fiscal do governo para que a lei entre em vigor em 1º de janeiro vai até sábado (3). Vamos trabalhar, vamos continuar mobilizados para tentar derrotar o projeto. Não é facial, ontem a pressão foi grande em cima de vários deputados tanto da parte deles (governo) tentando fazer deputados votarem, para atingir o quórum, quanto nosso para que não votassem. Faltou apenas um voto, então foi pressão muito grande sobre os deputados, principiante do delegado Bruno Lima (PSL) e do Márcio Nakashima (PDT). Mas foi uma vitória muito importante, O presidente pode retomar a votação do projeto hoje, ou até sábado, e vamos estar lá para resistir”, explicou.

Douglas Izzo, presidente da CUT-SP, reitera a importância da mobilização dos trabalhadores, movimentos e dos parlamentares de oposição e dos que defendem os serviços públicos. “Como bem destacam a deputada Professora Bebel e o deputado Barba, nossa luta contra o PL 529 de Doria e em defesa dos serviços públicos continua. Vamos manter a mobilização e seguir pressionando os deputados e deputadas que se mostram a favor da proposta do governo tucano e apoiar àqueles que têm se colocado contra este projeto de desmonte dos serviços públicos. Para isso, a CUT São Paulo disponibilizou na internet a ferramenta ‘Na Pressão’ (www.napressao.org.br), basta acessar a campanha e enviar sua mensagem”, finaliza.

* Colaborou Alexandre Trindade