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Presente de Natal? Governos tucanos e Temer têm calendário de retrocessos em dezembro

Doria, Alckmin e Temer querem votar projetos polêmicos ao mesmo tempo, tentando dividir a população

Publicado: 07 Dezembro, 2017 - 18h48

Escrito por: Douglas Izzo - Presidente da CUT-SP

Roberto Parizotti / CUT
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Os próximos dias prometem ser de muita batalha por parte da classe trabalhadora. Antes de entrarem em recesso de final de ano, vereadores e deputados estaduais de São Paulo e deputados federais pretendem votar um pacotão de maldades contra a população.

Na terça (12), a base do governador Geraldo Alckmin (PSDB) quer levar ao plenário da Assembleia Legislativa o PL 920/17, que congela os investimentos públicos feitos do governo estadual pelos próximos dois anos, o que inclui o arrocho salarial dos servidores e o sucateamento de serviços como educação, saúde, segurança e habitação.

Nesta semana, vereadores paulistanos da base de João Doria (PSDB) incluíram na pauta a votação do “Escola Sem Partido”, projeto que censura a atuação pedagógica de professores em sala de aula. Com a mobilização e pressão popular, a discussão foi adiada, possivelmente para a próxima semana.

Enquanto isso, no plano federal, o Conselho Nacional de Educação (CNE) quer aprovar, sem diálogo com a população, uma Base Nacional Comum Curricular, que aponta as diretrizes curriculares da educação básica e descreve a aprendizagem que deve ser trabalhada na educação infantil e no ensino fundamental, engessando o modelo de educação e que suprime trechos sobre questões de gênero, sexualidade e direitos humanos.

Já no Congresso Federal, o golpista Michel Temer (PMDB) quer a todo custo aprovar uma reforma da Previdência sem apoio popular (pesquisa CUT/Vox Populi apontou que 85% são contra tal medida), que agrada ao setor empresarial, sobretudo os bancos que possuem planos de previdência privada. São necessários 308 votos para aprovar o projeto que acaba com o direito de aposentadoria.

Como vemos, os governos Doria, Alckmin e Temer querem votar projetos polêmicos ao mesmo tempo, acreditando que isso irá enfraquecer e dividir a população, facilitando a aprovação. Se enganam, pois além de atentos, estaremos unidos contra todas essas pautas que possuem o objetivo de desmontar o Estado, acabar com os direitos e restringir a liberdade de pensamento crítico.

Por isso, a CUT-SP e seus sindicatos estão em total alerta e reforçam a disposição de luta para enterrar essas propostas. Para a entidade, as pautas são indivisíveis e, portanto, os trabalhadores e trabalhadoras devem estar mobilizados nas ruas para enfrentá-los. Nenhum direito a menos!

Douglas Martins Izzo, presidente da CUT-SP

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