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Paralisação de 4.500 trabalhadores marca o Dia do Basta em Taubaté

A mobilização interrompeu o  primeiro turno de 25 indústrias do Distrito do Piracangaguá

Publicado: 10 Agosto, 2018 - 16h02

Escrito por: redação - Sindmetau Taubaté

Sindmetau Taubaté
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A mobilização pelo Dia do Basta, nesta sexta-feira (10), interrompeu o  primeiro turno de 25 indústrias do Distrito do Piracangaguá, em Taubaté, com paralisação de 4.500 trabalhadores. O ato faz parte de uma ação nacional em defesa dos direitos trabalhistas.

Além de fortalecer a luta por aumento real e mais investimentos em Taubaté, o Dia do Basta foi organizado para demonstrar toda a insatisfação dos trabalhadores com as demissões e as reformas Trabalhista e Previdenciária.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau), Cláudio Batista da Silva Junior, o Claudião, a paralisação de 100% do Piracangaguá marca uma nova etapa na unidade dos trabalhadores. Além das fábricas do Distrito, a mobilização contou com adesão dos metalúrgicos da GE.

“Os patrões saibam que não vamos aceitar uma campanha salarial sem aumento”, afirmou. Claudião destacou ainda a união dos sindicatos na organização do ato. A mobilização foi articulada pelo Sindmetau e outras categorias com base no Piracangaguá, como Químicos, Refeição Coletiva e Condutores.

O ato teve ainda a participação dos Sindicatos da Construção Civil, Papeleiros, Hoteleiros, Metalúrgicos de Pinda, FEM-CUT (Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores) e subsede da CUT Vale do Paraíba.

“O caminho é esse, o caminho da luta. A reforma trabalhista está trazendo mais desemprego. O povo não aguenta mais”, declarou o diretor da subsede da CUT, José Carlos de Souza.

O Dia do Basta começou por volta das 4h. Os trabalhadores que chegavam ao Distrito foram conduzidos para um ponto de concentração, próximo à fábrica da Codeme, onde o ato foi realizado.

Representantes sindicais falaram sobre a necessidade dos trabalhadores se unirem para manter direitos e conquistas. O presidente do Sindicato da Alimentação Coletiva, José Carlos da Conceição, disse que as manifestações pelo país mostram a atual condição dos trabalhadores.

“Esse é o primeiro de muitos dias para dizer basta, pois se o governo mexe na vida do trabalhador, ele mexe com todas as famílias brasileiras”, declarou José Carlos.

O secretário de administração e finanças do Sindmetau, Juarez Ribeiro, lembrou ainda a entrega do patrimônio público e das riquezas naturais do país, processo promovido pelo governo de Michel Temer.

“O basta também é para que este governo golpista pare com a entrega do pré-sal e da Embraer. Nossa união é muito importante neste momento para lutar pela volta da nossa soberania”, afirmou Juarez.

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