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Nota: Discursos de ódio e preconceito não podem ser tolerados nos espaços de poder

Publicado: 19 Março, 2026 - 17h54

Escrito por: CUT São Paulo

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A direção da Central Única dos Trabalhadores Estadual São Paulo (CUT-SP) manifesta repúdio à atitude da deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) durante sessão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), quando utilizou a prática racista blackface para atacar à deputada federal Erika Hilton (PSOL).

A prática de blackface é historicamente associada à ridicularização e desumanização de pessoas negras, sendo amplamente reconhecida como um ato racista. No episódio ocorrido na tribuna da Alesp, na última quarta-feira, 18, a parlamentar pintou o rosto e parte do corpo para criticar a eleição de Erika Hilton, mulher trans, à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, além de proferir declarações consideradas transfóbicas.

Trata-se de uma atitude grave e inaceitável, que atenta contra a dignidade do povo negro, da população LGBTQIA+ e contra os valores democráticos que deveriam orientar a atuação de qualquer representante público. O parlamento não pode ser palco para manifestações de racismo, transfobia e intolerância.

É inadmissível que uma parlamentar utilize a tribuna de uma casa legislativa para disseminar preconceito e violência simbólica contra grupos historicamente oprimidos. Tais atitudes reforçam estruturas de discriminação que o movimento sindical e popular combate diariamente em defesa da igualdade, da justiça social e dos direitos humanos.

A direção da CUT-SP espera imediata apuração do caso pelo Conselho de Ética da Alesp, com a devida responsabilização da deputada por possível quebra de decoro parlamentar, além da investigação das eventuais práticas de racismo e transfobia.

A CUT-SP reafirma sua solidariedade à deputada Erika Hilton e a todas as pessoas atingidas por esse ataque, reiterando seu compromisso histórico com a luta antirracista e com o respeito à diversidade. Não podemos tolerar que discursos de ódio, preconceito e a discriminação sigam sendo naturalizados nos espaços de poder.

Direção da CUT-SP
São Paulo, 19 de março de 2026