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Nota da CUT São Paulo em apoio e solidariedade às deputadas na Alesp

A Alesp voltou a ser palco de ofensas e agressões durante votação da reforma da Previdência

Publicado: 21 Fevereiro, 2020 - 09h16 | Última modificação: 21 Fevereiro, 2020 - 09h46

Escrito por: CUT São Paulo

Divulgação
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As pesquisas que são constantemente veiculadas comprovam que o Brasil está no 5º lugar entre os países que mais matam mulheres.

Convivemos, em nosso dia a dia, com o assustador e alarmante aumento do feminicídio, da violência doméstica e familiar, dos estupros, do assédio moral e sexual e de tantas outras formas de violência que vitimam mulheres, meninas e até crianças neste país pela cultura machista que criam os agressores e assassinos de mulheres. Onde estão as leis de proteção e garantia da vida das mulheres? 

Quem são as pessoas eleitas pelo voto do povo que fazem, observam e aplicam regiamente as leis que zelam pela vida, pelo direito de ir e vir, pela autonomia e liberdade das mulheres?

Quem são os homens eleitos que estão no parlamento e que, ao invés de aplicar e observar as leis, são os agressores das mulheres e perpetuam, com este comportamento vil, a cultura machista e sexista, disseminando e propagando a violência ao contrário de combatê-la?  

É estarrecedor e completamente inadmissível que tal absurdo esteja acontecendo na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, onde mulheres deputadas foram vítimas de agressões verbais e calúnias, na última quarta-feira (19), por resistirem bravamente à reforma da Previdência do governo de João Doria que, se aprovada, irá retirar ainda mais direitos da classe trabalhadora.

Lutamos, incansavelmente, e repudiamos veementemente toda forma de violência contra as mulheres.

Senhoras deputadas Professora Bebel, Márcia Lia, Beth Sahão, entre outras parlamentares: a CUT-SP, por meio da Secretaria da Mulher Trabalhadora, registra a sua solidariedade e total apoio na luta e na resistência contra a reforma da Previdência do governo Doria.

São Paulo, 21 de fevereiro de 2020

Douglas Izzo, presidente da CUT-SP e Márcia Viana, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP