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No dia do gari, categoria exige aprovação de piso salarial

Invisíveis para a maioria, indispensáveis à sociedade, trabalhadores enfrentam preconceito

Publicado: 16 Maio, 2018 - 17h23

Escrito por: Luiz Carvalho - Contracs

Contracs
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O Dia do Gari é também de luta e a Contracs (Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços) lembra desses trabalhadores e trabalhadoras que, apesar de exercerem um papel fundamental para a sociedade, inclusive na manutenção do meio ambiente, muitas vezes são discriminados, tratados como invisíveis e têm seu trabalho desvalorizado, com baixos salários e jornadas exaustivas.

A data faz referência à publicação da lei que estabeleceu a coleta de lixo com equipamentos mecânicos, em 16 de maio de 1962. A atividade antes era realizada por animais de carga.

A defesa do Piso Nacional dos Garis é uma das deliberações definidas em congresso da Confederação. O texto parado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado regulamenta as profissões de lixeiro e varredor de ruas e estabelece um adicional de insalubridade que varia de 10% a 40% do salário.

O texto aponta ainda que o piso salarial, fixado em convenção ou acordo coletivo de trabalho, terá de ser reajustado anualmente. O projeto original do Senador Paulo Paim (PT-RS) previa um salário nacional para os garis no valor de R$ 1 mil, mas um substitutivo do relator, senador Fernando Bezerra Coelha (PMDB-PE), retirou esse ponto.

Depois de ser votado na CAE, retornará para a Comissão de Assuntos Econômicos. Sendo aprovado lá, poderá ir diretamente para a Câmara dos Deputados, sem passar pelo Plenário do Senado.

Além da aprovação da lei, a categoria luta contra precarizações promovidas por governos. Caso do Distrito Federal, onde o Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Urbana (Sindlurb) luta pela reversão de 400 demissões promovidas pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que prometeu em campanha eleitoral não cortar ninguém.

“Com a redução da frota emergencial, todos esses trabalhadores perderam o emprego e seria ainda mais se não conseguíssemos reverter outras 20. Queremos respeito, o reconhecimento que somos pessoas de direitos. Vamos lutar por um piso salarial digno e que a lei do Paim possa sair do papel”, disse o presidente do Sindlurb, José Cláudio.

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