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“Não seremos interrompidas”: CUT-SP apoia ação na Alesp sobre direitos das mulheres

Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-SP fortaleceu o evento promovido pela deputada estadual Beth Sahão (PT), no último dia 20

Publicado: 21 Março, 2024 - 15h32 | Última modificação: 21 Março, 2024 - 15h54

Escrito por: Laiza Lopes - CUT São Paulo

Laiza Lopes / CUT São Paulo
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Em celebração ao mês de Luta das Mulheres, a Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-SP apoiou o evento “Não Seremos Interrompidas”, que ocorreu na última quarta-feira (20), na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de S. Paulo). A atividade foi promovida pela deputada estadual Beth Sahão (PT), que coordena a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e Proteção das Mulheres e Meninas.

“Estar na Alesp, no lugar onde as leis são feitas e onde sai o orçamento, é fundamental para cobrarmos políticas públicas de combate à violência contra a mulher que, infelizmente, tem aumentado no estado”, disse Marcia Viana, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP.  No evento, Marcia ressaltou a importância de o Brasil ratificar a Convenção 190 da OIT,  que estabelece normas globais com o objetivo de acabar com a violência e o assédio no mundo do trabalho.

A mobilização debateu temas importantes para o avanço de pautas prioritárias das mulheres, como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autoria da deputada Beth, que sugere um mínimo de 0,5% dentro do orçamento do Estado para ações de combate à violência.

“A gente quer viver livremente, cada mulher é dona das suas vontades e precisa ser respeitada. Os governos têm a obrigação de materializar isso através de políticas públicas”, ressalta a deputada estadual Beth Sahão, que promoveu a ação. 

O ato ocorreu em meio ao cenário de esvaziamento de políticas para as mulheres no estado de São Paulo. Os R$5 milhões para Enfrentamento à Violência Contra a Mulher em 2024, que deveriam sair dos cofres da Secretaria de Políticas para a Mulher, foram congelados por um decreto assinado pelo governador Tarcísio de Freitas, em 18 de janeiro.

As mesas de discussão foram endossadas por intervenções artísticas com participação 100% feminina, como as Mulheres Cantantes da CUT-SP,  apresentações das grafiteiras do M.A.Na.S e das arpilleras bordando a resistência.

Além da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, o ato contou com o apoio da Coalizão Nacional de Mulheres e do Movimento dos Atingidos por Barragens e reuniu representantes de associações, coletivos, entidades, instituições e ONGs relacionados à garantia dos direitos das mulheres.