• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
  • Rádio Brasil Atual
MENU

Mulheres da CUT iniciam caravana de lutas em São Paulo

Sindicalistas realizam aula pública no centro da capital

Publicado: 05 Março, 2020 - 18h50 | Última modificação: 05 Março, 2020 - 19h06

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

notice

Trabalhadoras de diferentes categorias marcaram presença na abertura da caravana das mulheres da CUT nesta quinta-feira (5) em São Paulo. Para inaugurar esta jornada de lutas, elas realizaram uma aula pública no centro da capital paulista, próximo ao Teatro Municipal.  

As sindicalistas irão promover por todo o estado paulista uma agenda de lutas em março para denunciar os retrocessos que as mulheres têm enfrentado neste momento com o governo de Jair Bolsonaro.

Entre outras questões, elas criticam o orçamento da Secretaria da Mulher, órgão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que foi reduzido de R$ 119 milhões para R$ 5,3 milhões, entre 2015 e 2019.

De acordo com levantamento realizado pelo Estado de S. Paulo, no mesmo período, os pagamentos para atendimento às mulheres em situação de violência diminuíram de R$ 34,7 milhões para R$ 194,7 mil.

Isso comprova, segundo a secretária de Mulheres da CUT-SP, Márcia Viana, que o governo atual não trata esta área como prioridade. Além disso, de acordo com a dirigente, mesmo com os avanços da Lei Maria da Penha, nº 11.340, de 2006, a violência praticada contra as mulheres é alarmante.

“É repugnante a falta de investimentos nas políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica como as que promovem autonomia financeira. Ainda, o descaso governamental atinge também as mulheres que estão no mercado de trabalho”, afirmou.

Cotidiano

Representante da CUT São Paulo no Conselho Municipal de Políticas para Mulheres da cidade de São Paulo, a bancária e sindicalista Adriana Oliveira Magalhães lembrou a frase “em briga de marido e mulher não se mete a colher” para reforçar que, em casos de violência doméstica e familiar, é necessário meter a colher, mesmo em uma situação que envolve terceiros.

“A violência doméstica não é um problema individual, mas de toda a sociedade. Com uma atitude, podemos salvar a vida de uma mulher”, disse, a dirigente.

Vanessa Ramos/CUT-SPVanessa Ramos/CUT-SP
Bancária Adriana Oliveira Magalhães falou sobre feminicídio

De acordo com o Mapa da Desigualdade, lançado pela Rede Nossa São Paulo, em novembro de 2019, houve um aumento de 167% nos casos de feminicídio na cidade de São Paulo entre os anos de 2017 e 2018. Ou seja, os assassinatos de mulheres foram de 97 para 259 na capital paulista neste período.

Aula pública

Dirigente da CUT-SP e do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Juliana Salles promoveu uma aula sobre saúde e direitos sociais no Brasil. Confira, abaixo, na íntegra. 

A petroleira Cibele Vieira, que atualmente ocupa a Secretaria de Administração e Finanças da Federação Única dos Petroleiros (FUP), foi uma das palestrantes que participaram da aula pública hoje.