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Movimentos organizam nova Greve Global pelo Clima nesta sexta, 29

CUT-SP e sindicatos participam de ato no Largo da Batata, a partir das 16h

Publicado: 27 Novembro, 2019 - 15h52 | Última modificação: 27 Novembro, 2019 - 16h02

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

Arte: Maria Dias/CUT-SP
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Após a grande mobilização internacional em defesa do meio ambiente ocorrida em setembro, os movimentos sociais e sindical saem novamente às ruas, na próxima sexta-feira, dia 29 de novembro, para cobrar políticas de desenvolvimento realmente sustentáveis e de respeito à natureza. 

Desta vez, o ato em São Paulo será no Largo da Batata, em Pinheiros, a partir das 16h. Organizado pelos movimentos que compõem a Coalizão pelo Clima, a atividade conta com o apoio e a participação da CUT-SP e de seus sindicatos. 

Para a CUT-SP, os efeitos catastróficos das mudanças climáticas atingem em cheio a classe trabalhadora, já que a elevação nas temperaturas globais afetará mais as pessoas desfavorecidas e vulneráveis por meio da insegurança alimentar, de preços mais altos dos alimentos, da perda de trabalho, renda e de oportunidades de subsistência. 

“Bolsonaro e seu ministro Ricardo Salles não têm feito absolutamente nada para impedir essas mudanças. E para piorar, ameaçam constantemente sair de pactos e acordos internacionais em defesa do clima, além de alimentarem teorias de que não há aquecimento global, desacreditando anos de pesquisas e instituições sérias”, afirma a secretária de Meio Ambiente da entidade, Solange Ribeiro.

 

O atual governo reduziu orçamentos e o poder de fiscalização de órgãos ambientais. Em agosto, o aumento no número de queimadas das florestas criou problemas diplomáticos, como boicotes a produtos nacionais, e a falta de ação e respostas sobre o vazamento de óleo nas praias brasileiras, que tem destruído o bioma local, tem causado impacto no turismo e afetado a renda dos povos tradicionais que sobrevivem da pesca. Já no último dia 18, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do próprio governo, divulgou dados que apontam aumento de 30% no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019, período dos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Isso representa uma área de 9.762 km². 

Os movimentos também denunciam a tentativa de criminalização das organizações que atuam pela preservação das florestas. Na última terça (26), a Polícia Civil do Pará prendeu quatro brigadistas de Alter do Chão, em Santarém, sob a alegação de que eles teriam ateado fogo propositalmente na mata. Também invadiram a sede da ONG Saúde e Alegria, que atua na região, em busca de documentos. Organizações de diversas partes do país criticaram a ação policial. 

“É lamentável que, no mesmo dia em que trazemos a público uma investigação consistente, com análise de dados oficiais e informações públicas, evidências coletadas em campo e entrevistas com servidores públicos, lideranças indígenas e comunidades tradicionais, mostrando comprovadamente como a pecuária está por trás do desmatamento e das queimadas na Amazônia, acontecem prisões sem qualquer transparência ou informação oficial sobre procedimentos adotados pelas autoridades em relação aos acusados em Alter do Chão”, disse em nota Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil. 

Fórum popular

No dia 30, sábado, também haverá a 2ª Plenária do Fórum Popular da Natureza, que tem o objetivo de organizar um encontro em São Paulo, em março de 2020, como parte de um processo contínuo de mobilização popular. 

O encontro, organizado pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, é aberto ao público e ocorre na sede do Sindicato dos Metroviários, na Rua Serra de Japi, 31, no Tatuapé, a partir das 9h. 

“A CUT defende uma transição ecológica justa para os trabalhadores e as trabalhadoras. Para isso, é preciso coordenar e articular investimentos e políticas públicas que mirem o desenvolvimento de tecnologias e de cadeias produtivas de baixos impactos ambientais e com boa capacidade de geração de emprego e renda”, finaliza Solange.

Serviço
2ª Greve Global pelo Clima
29 de novembro – A partir das 16h
Largo da Batata, em Pinheiros – próximo do Metrô Faria Lima

2ª Plenária – Fórum Popular da Natureza
30 de novembro – Das 9h às 18h
Sindicato dos Metroviários - Rua Serra de Japi, 31, Tatuapé (próximo do Metrô)