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Mogi e região: Fortalecimento de projeto político amplia direitos dos trabalhadores

Avaliação foi feita durante Plenária da CUT-SP em Mogi das Cruzes, realizada nesta quinta

Publicado: 29 Junho, 2023 - 18h36 | Última modificação: 29 Junho, 2023 - 18h51

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

Divulgação
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A subsede da CUT-SP em Mogi das Cruzes fez sua plenária nesta quinta-feira, 29 de junho, para discutir os preparativos do 16° Congresso Estadual da Central (CeCUT), que ocorre em agosto. A atividade ocorreu na sede do Sindicato dos Bancários, na Vila Mogi Moderno.

A plenária reuniu lideranças dos sindicatos filiados à CUT, com base de atuação em cidades como Mogi, Suzano, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Poá, entre outras. O encontro também foi um momento para debater a conjuntura política local, estadual e nacional, de forma a contribuir na construção da agenda de lutas. 

Durante sua fala, o presidente da CUT-SP, o Professor Douglas Izzo, destacou as lutas travadas pela Central durante os últimos anos, que foram fundamentais para impedir retrocessos aos direitos, bem como garantir a vitória do campo democrático nas eleições, com a vitória de Lula. Izzo reforçou a necessidade do movimento sindical seguir em luta nas ruas e nas redes para pressionar o Congresso a aprovar políticas importantes ao país. “Precisamos ampliar a mobilização para a queda dos juros, que tem travado o desenvolvimento do país e a geração de empregos”, disse.

Pela CUT-SP, também estiveram a secretária de Assuntos Jurídicos, Vivia Martins, e a secretária de Combate ao Racismo, Rosana Silva, que falaram dos preparativos dos congressos estadual e nacional da Central.

Para a análise do cenário de conjuntura, foram convidados o deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT), o vereador por Mogi, Iduigues Martins (PT), e o vereador por Ferraz, Claudio Ramos (PT), que também falaram de seus projetos, em andamento nas casas legislativas, para barrar as investidas privatistas do governo Tarcísio de Freitas, que ameaçam empresas públicas como a Sabesp, CPTM e o Metrô de São Paulo.

"Foi uma atividade com bastante representação dos sindicatos. Falamos sobre o desenvolvimento das cidades da região e sobre como podemos avançar na luta dos trabalhadores e das trabalhadoras”, detalhou Marcelo Borges, bancário e coordenador da subsede.

A região do Alto Tietê, formada por dez cidades, tem uma população considerada conservadora. Nas eleições de 2022, o candidato derrotado Jair Bolsonaro venceu em oito cidades, enquanto que o presidente Lula venceu em duas, Ferraz e Itaquaquecetuba. Esse perfil dos moradores explica um pouco dos desafios enfrentados pelos movimentos sociais e sindical. 

Nesse sentido, os participantes da plenária concordaram com o fortalecimento do projeto político da classe trabalhadora na região, apontando, desde já, para a construção das possíveis candidaturas. “Queremos um projeto político forte, com a defesa das nossas pautas. E essa disputa de projeto traz ganhos à classe trabalhadora, pois força o debate público sobre direitos”, acrescenta o coordenador da subsede

As plenárias pelas 19 subsedes, mais a capital, estão ocorrendo desde o dia 24 de maio. A próxima será em Marília (SP), no dia 30, e a última acontecerá em São Paulo, no dia 5 de julho.