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Moção de solidariedade aos profissionais da educação municipal de São Paulo

Publicado: 08 Maio, 2026 - 11h47

Escrito por: Raimundo Suzart, presidente da CUT São Paulo

SINPEEM
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Na condição de presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), representante de milhares de trabalhadores e trabalhadoras em todo o estado, venho a público expressar, minha e da Central, total e irrestrita solidariedade aos profissionais da educação da rede municipal de São Paulo, bem como ao sindicato cutista de associação - SINPEEM, diante da justa e necessária greve deflagrada pelos educadores municipais.

Considerando que a Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes, enviou à Câmara Municipal um projeto de lei com uma proposta de reajuste salarial pífia de apenas 3,51%, dividida em duas parcelas, valor que sequer recompõe as perdas inflacionárias e ignora as demandas específicas dos trabalhadores da educação;

Considerando a postura autoritária e antissindical do governo municipal que, em vez de buscar o diálogo e a negociação, optou pela judicialização do conflito, tentando criminalizar o direito constitucional de greve e impondo metas de funcionamento e multas pecuniárias que visam apenas sufocar a mobilização dos trabalhadores;

Considerando a força demonstrada pela categoria no último dia 06 de maio, quando mais de 15 mil profissionais ocuparam as ruas e marcharam pela Avenida 23 de Maio em defesa da escola pública de qualidade e de condições dignas de trabalho;

Considerando que a pauta de reivindicações — que inclui o aumento real, a valorização de todos os profissionais envolvidos no processo de ensino desenvolvidos nas escolas, melhorias nas condições estruturais de ensino e de trabalho aos profissionais,

Declaramos total apoio à greve dos trabalhadores da Educação, categoria que educa os filhos da classe trabalhadora e que não pode ser desvalorizada; Repudiamos qualquer tentativa de intimidação jurídica por parte do Prefeito Ricardo Nunes. O direito de greve é uma conquista democrática e não pode ser mitigado por sentenças que inviabilizam a organização sindical dos trabalhadore; e conclamamos todas as categorias representadas por esta Central a prestarem solidariedade ativa ao movimento da educação municipal da cidade de São Paulo, que realizará sua próxima assembleia e manifestação no dia 13 de maio, às 14h, em frente à Prefeitura.

A luta dos profissionais da educação municipal de São Paulo é a luta de toda a classe trabalhadora! Pela valorização da educação pública municipal de são Paulo!

Raimundo Suzart

Presidente da CUT São Paulo

São Paulo, 8 de maio de 2026