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Mobilização e união dos bancários pela manutenção dos direitos trabalhistas

Categoria quer a manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para todos

Publicado: 11 Junho, 2018 - 11h07

Escrito por: Cecilia Negrão - SP Bancários e Paulo Flores - Contraf

Foto: Jailton Garcia/ Contraf-CUT
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A categoria bancária definiu nesse domingo (10), os itens da Campanha Nacional que serão entregues à Federação dos Bancos (Febraban) no dia 13 de junho.

Entre as prioridades apontadas estão a manutenção dos direitos adquiridos, defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) (independentemente do nível salarial), ganho real (reposição da inflação) nas clausulas econômicas, mesa única de negociação com os bancos (com bancos públicos e privados), defesa dos bancos públicos e fortalecimento da democracia.

“Não vamos recuar com as conquistas da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, com validade nacional, que este ano completa 27 anos. Nossa luta é pelo fortalecimento da democracia, após retirada de direitos dos trabalhadores nos últimos dois anos. Vamos fazer a nossa campanha com a união de todas as categorias e, juntos, nossas pautas serão vitoriosas”, disse Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.  

“Em 2017, os cinco maiores (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) lucraram R$ 77,4 bilhões, alta de 33,5% em 12 meses. Isso mostra a centralidade da Campanha Nacional dos Bancários para o país. Os bancos continuam lucrando como sempre, numa das piores crises já vividas pelo Brasil. Um setor que ganha tanto não pode colaborar com o empobrecimento da população brasileira, desempregando tantos trabalhadores, cobrando juros tão altos que inviabilizam o investimento no desenvolvimento nacional”, afirma a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira e umas das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Foram aprovadas, em função da reforma Trabalhista, alguns itens na minuta que valorizam a negociação coletiva, como o  banco de horas. Também reivindicamos a volta das homologações nos Sindicatos.

A definição da pauta final de negociação começou no início do mês de junho, com a consulta aos bancários e os debates nas conferências estaduais. Neste fim de semana, durante a 20ª Conferência Nacional, em São Paulo, cerca de 627 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2018.

Participaram delegados eleitos em assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o estado nas conferências regionais preparatórias. 

Consulta – Na Consulta Nacional dos Bancários, a categoria definiu como prioridades o aumento real (25%), manutenção de direitos (23%), combate ao assedio moral (18%) e manutenção do emprego (15%). Este ano, 60% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a fazer greve para defender seus direitos,  destacaram também que a aprovação da reforma Trabalhista foi péssima para o trabalhador (73%).

Desemprego – De acordo com dados dos balanços das instituições financeiras, os cinco maiores bancos que atuam no país (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) eliminaram 16,9 mil postos de trabalho somente em 2017.

Lucro dos bancos – O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander), nos três primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 20,3 bilhões, com crescimento de 18,7%.

Dados da Categoria - Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São cerca de 485 mil bancários no Brasil, sendo 140 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior do país. A categoria conseguiu aumento real acumulado entre 2004 e 2017 de 20,26% e 41,6% no piso.

 

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