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Metroviários vão parar no dia 14

Trabalhadores participarão da greve geral ao lado de outros modais de transporte

Publicado: 10 Junho, 2019 - 16h08 | Última modificação: 12 Junho, 2019 - 18h56

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Paulo Iannone/Sindicato dos Metroviários de São Paulo
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O Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou na última quinta-feira (6) a participação da categoria na greve geral, na sexta-feira, dia 14 de junho, contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro.

A decisão ocorreu em assembleia na sede do sindicato, no Tatuapé.

Na próxima quinta-feira (13), a categoria fará nova assembleia para a organização final da greve.

Presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, avalia que a paralisação ganhou ainda mais peso com as últimas mobilizações realizadas pelos movimentos populares no Brasil em defesa da educação e contra o desmonte da aposentadoria.

“O autoritarismo e a falta de diálogo de Bolsonaro não irão intimidar os trabalhadores. Os atos em defesa da educação e da aposentadoria nos dias 15 e 30 de maio demostraram isso. Seguimos firmes em nossa luta rumo ao dia 14”, ressalta o dirigente.

Segundo o coordenador de Patrimônio, Tesouraria e Pessoal do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Marcos Freire, os trabalhadores estão dispostos a se posicionar.

"Estamos vivendo um momento crucial da luta dos trabalhadores. Diante de um governo que em tão pouco tempo tem promovido o desmonte dos direitos da classe trabalhadora. É importante essa organização para que possamos mostrar uma contraposição dos trabalhadores, principalmente dos setores mais pobres e menos favorecidos da sociedade, a população periférica, negra, as minorias em geral. Essa greve será muito representativa neste sentido", aponta.

Para o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo, a greve do dia 14 será a maior já realizada no país.

“A proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro consegue ser pior do que a de Michel Temer. Naquele momento, a nossa organização foi fundamental para barrar a medida. A greve precisa acontecer porque a nossa luta não é só contra a reforma, mas contra um governo que tem a marca de ser inimigo dos trabalhadores e da nação brasileira. Contra um governo entreguista que bate até mesmo continência para os EUA”, diz.

PAULO IANNONE/SINDICATO DOS METROVIÁRIOS DE SÃO PAULOPAULO IANNONE/SINDICATO DOS METROVIÁRIOS DE SÃO PAULO