• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
  • Rádio Brasil Atual
MENU

Metalúrgicos do ABC paralisam fábricas na região e vão para ato na Paulista

Trabalhadores e trabalhadoras atenderam chamado da CUT e demais centrais e estão dando um basta aos retrocessos neste dia 10

Publicado: 10 Agosto, 2018 - 10h54

Escrito por: Érica Aragão - CUT

ROBERTO PARIZOTTI/CUT
notice

Na madrugada desta sexta-feira (10), os metalúrgicos e as metalúrgicas do ABC Paulista, atendendo chamado da CUT e demais centrais sindicais para dar um basta no desemprego, reajustes do gás de cozinha e combustíveis,  privatizações e tantos outros retrocessos, atrasaram a entrada nas fábricas e fizeram assembleias nos locais de trabalho. Em seguida, mais de 12 ônibus saíram da região rumo ao ato unificado na Avenida Paulista, em frente a sede da Fiesp, a partir das 10h. 

A reportagem do Portal CUT acompanhou a assembleia do Dia Nacional do Basta na Mercedes-Benz, onde dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) e da CUT denunciaram as maldades do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer contra o povo brasileiro, em especial, contra a classe trabalhadora.

“A luta que estamos fazendo hoje é contra todos os ataques que a classe trabalhadora está sofrendo, na defesa de um mundo mais solidário em que os trabalhadores tenham empregos com carteira assinada, condições de trabalho, saúde e educação públicas”, disse o presidente do SMABC, Wagner Santana, o Wagnão.

Ele resgatou as lutas históricas e a herança de combatividade e de organização dos metalúrgicos do ABC para lembrar aos trabalhadores e as trabalhadoras que será preciso muita capacidade de enfrentamento para resistir e reverter o momento que estamos vivendo. 

“Na década de 80, com o ex-presidente Lula a frente deste sindicato, com muita luta e organização, conseguimos mudar a realidade de milhares de brasileiros, saindo de uma ditadura e redemocratizando o Brasil”. 

Segundo Wagnao, a receita é lutar e resistir. “O Dia Nacional do Basta é para dar esse recado. Ir para a paulista é defender o emprego na Mercedes e na Volks, referências de emprego de qualidade”.

O Secretário-Geral da CUT, Sergio Nobre, contou o que tem visto em suas andanças pelo Brasil e disse que a situação nunca esteve tão ruim. “Tenho andado pelo país e eu nunca vi uma situação tão dramática”.

Ele lembrou os mais de 13 milhões de desempregados, outros 15 mil no trabalho informal, rendas menores, políticas sociais sendo desmontadas e criticou a política de privatização do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP).

“Estão vendendo nossas terras, águas, minérios e a gente não vê uma linha na mídia”, denunciou Sérgio, que também é o metalúrgico DO ABC.

Segundo ele, tudo isso é “fruto do desmonte da legislação trabalhista e essa tragédia não podemos permitir”.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT), Paulo Cayres, o Paulão, a luta é fundamental para barrar os retrocessos. 

"O nosso papel é alertar os trabalhadores sobre os riscos dos ataques que estamos sofrendo e a necessidade de ampliar a luta, com esforço e garra, para reverter a situação e retomar o crescimento econômico do país. E a forma de reverter é na luta nas ruas e nas urnas", disse  Paulão.

Segundo o Secretário-Geral da CUT São Paulo, João Cayres pesquisas internacionais em mais de 100 países já alertavam sobre as consequências da reforma Trabalhista. 

“Recuamos um século nos direitos trabalhistas e estamos resistindo, mas está ficando cada vez mais difícil! Não é só o Brasil que está retrocedendo, depois de anos de governos progressistas a América Latina está sendo atacada por governos neoliberais e sem compromisso com o povo”.

“A luta não pode parar! Vamos continuar lutando pelos direitos trabalhistas e sociais e aproveitar as eleições para escolher candidatos comprometidos com a classe trabalhadora e fazer o País voltar a ser feliz”, finalizou o Secretário-Geral da CUT São Paulo. 

“Muitos candidatos que estão aí não gostam de pobre, de negros, de mulheres e governam para os patrões. A diferença entre nós e eles é que a gente quer incluir todo mundo e eles querem fazer para poucos”, complementou Sérgio Nobre, Secretário-Geral da CUT Nacional.

carregando
carregando