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Metalúrgicos da CUT em SP entregam pauta de reivindicações aos patrões

Em Campanha Salarial, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM/CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, reforçou aos patrões o tema deste ano: “Mais emprego, mais direito e mais salário

Publicado: 05 Julho, 2019 - 16h08 | Última modificação: 05 Julho, 2019 - 16h14

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

ADONIS GUERRA/SMABC
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Os dirigentes dos sindicatos que compõem a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM/CUT) entregaram nesta quinta-feira (04) a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2019 para os representantes do setor patronal.

Pela manhã, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a pauta foi entregue aos representantes do G2 (Sindimaq e Sinaees), Estamparia, Fundição, Sindratar, Sindicel, Grupo 8.2 (Sicetel e Siescomet), Grupo 8.3 (Sinafer, Simefre e Siamfesp) e G10.

À tarde, a entrega foi para o Grupo 3 (Sindipeças, Sindiforja e Sinpa), na sede do Sindipeças, em São Paulo.

O presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM/CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, reforçou aos patrões o tema deste ano: “Mais emprego, mais direito e mais salário”.

“Tudo que a Campanha Salarial possibilitar e contribuir para a geração de empregos, a FEM/CUT estará junto. Por exemplo, temos nos eixos a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários, o que demandaria mais trabalhadores para o setor”, afirmou.

Mais direitos

Na questão de direitos, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) tem dito que vai criar a carteira verde e amarela, junto com a frase de ‘trabalhador tem que escolher se quer empregos ou direitos’.

“Em contraponto, defendemos que os trabalhadores precisam de mais direitos porque, se existir trabalhador que se submeta a condições do século 19, afetará a todos aqueles que já estão trabalhando, além de ser um desrespeito ao processo de negociação feito nos últimos 30 anos que garantiram conquistas e avanços. Será que com a carteira verde e amarela as empresas ainda negociarão direitos, ainda contratarão trabalhadores com a carteira azul?”, questionou.

ADONIS GUERRA/SMABCADONIS GUERRA/SMABC

Melhores salários

Sobre melhores salários, Luizão explicou que é uma forma de os metalúrgicos da CUT no Estado contribuírem para a retomada da economia brasileira. “Com salários corrigidos e ganho real significa que trabalhador metalúrgico poderá consumir mais, para que a roda da economia gire de maneira mais rápida”, afirmou. 

Campanha salarial e mobilização

Os eixos da Campanha Salarial 2019 são: reposição integral da inflação mais aumento real; manutenção e a aplicação das Convenções Coletivas; respeito às entidades Sindicais; contra o fim das NRs (Normas Regulamentadoras) e redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

A expectativa da FEM/CUT é que as primeiras negociações ocorram ainda neste mês.

O coordenador de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, reforçou o chamado de mobilização aos metalúrgicos do ABC. “Daqui para frente temos que organizar a categoria para que façamos uma Campanha Salarial que contemple os interesses dos trabalhadores, apesar do difícil momento do país”, disse.

Para o coordenador da Regional de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, a conjuntura atrapalha as negociações. “Será mais um ano difícil de Campanha Salarial, mas acreditamos na força da nossa Federação e na unidade dos trabalhadores para conseguir grandes avanços e acordos”, afirmou.

O coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, ressaltou que a conjuntura do país já é de perda de direitos dos trabalhadores. “Não vamos aceitar não ter reposição da inflação, aumento real nem retirada de direitos. Para isso, vamos ter que lutar muito”, chamou. 

Este ano alguns grupos terão a discussão somente econômica, a pauta parcial, já que têm a Convenção Coletiva de Trabalho garantida por dois anos. São eles: Grupo 2, Grupo 3, Sindratar, Sindicel e Fundição.

A pauta cheia, com as cláusulas econômicas e sociais, será negociada com o G8.2, G8.3 e Estamparia, já que a CCT vale até 31 de agosto. Já o G10, que não tem Convenção Coletiva assinada, também recebeu a pauta cheia para discutir tanto as cláusulas sociais quanto as econômicas.