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Médicos da rede municipal de SP decidem entrar em greve

Categoria exige diálogo com a Prefeitura e Secretaria Municipal de Saúde e a contratação imediata de mais profissionais da saúde

Publicado: 14 Janeiro, 2022 - 12h02 | Última modificação: 14 Janeiro, 2022 - 12h12

Escrito por: Sindicato dos Médicos de São Paulo

Reprodução
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Lidando há mais de dois anos com uma intensa sobrecarga e sofrendo com adoecimento físico e psíquico, as médicas e os médicos da Atenção da Primária à Saúde (APS) do município de São Paulo se reuniram em assembleia na quinta-feira, 13 de janeiro, para definir a paralisação da categoria.

Nas últimas semanas, os médicos estiveram mobilizados, participando de assembleiastentando dialogar com o poder público e com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) gestorasvisitando unidades de saúde severamente desfalcadas e divulgando um posicionamento unificado com os demais profissionais da saúde que também tem sofrido com intensificação da sobrecarga, retirada de direitos e exploração nos últimos dois anos. Através dos seus sindicatos, eles lançaram uma carta aberta.

Com quase 150 presentes, as médicas e os médicos da APS deliberaram na assembleia do dia 13 as principais reivindicações:

  • a contratação imediata de mais equipes para o atendimento de síndromes gripais;
  • a garantia de condições mínimas de trabalho;
  • a desobrigação do comparecimento em fins de semana e feriados; e
  • a retomada dos espaços de discussão entre o Sindicato e a Prefeitura

Para tal, deliberaram também, em uma votação expressiva, pela paralisação da categoria na próxima quarta-feira, 19 de janeiro de 2022 e o vigor do estado de mobilização permanente. Eles solicitam à Prefeitura de São Paulo e à Secretaria Municipal de Saúde uma reunião com o Simesp, uma resposta para reestruturação das equipes desfalcadas e um plano de reposição dos profissionais afastados, com prazo até 17 de janeiro. Deste modo, poderão reavaliar a manutenção da paralisação no dia 19.

Nos próximos dias, o Simesp divulgará maiores informações sobre a paralisação, além de disponibilizar o seu departamento jurídico para dúvidas sobre os seus direitos em períodos de mobilização.

Notícia publicada no site do Sindicato dos Médicos de São Paulo