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Marcha do Dia Internacional da Mulher em SP é por um Brasil sem machismo e miséria

Mulheres cobram saída do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado Arthur do Val (sem partido) de seus cargos

Publicado: 08 Março, 2022 - 18h29 | Última modificação: 09 Março, 2022 - 20h15

Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Dino Santos/ CUT-SP
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Após dois anos sem a realização de grandes atos por conta da pandemia de covid-19, milhares de manifestantes de todo o mundo saíram novamente às ruas neste 8 de março, data em que se celebra o Dia Internacional de Luta das Mulheres.

Em São Paulo, o ato principal ocorreu na Avenida Paulista, desde o início da tarde, com concentração do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Depois, as mulheres saíram em marcha até a Praça Franklin Roosevelt, no centro da capital. 

Movimentos de diferentes segmentos se reuniram, levaram instrumentos de percussão, faixas e jornais. Usando máscaras, hastearam bandeiras manifestando cada qual o sentido da luta diante de um Brasil tão desigual. 

Entre as principais reivindicações, observadas em inúmeros cartazes, as mulheres cobraram a saída do presidente Jair Bolsonaro (PL), do governador João Doria (PSDB) e do deputado Arthur do Val (sem partido), recentemente envolvido em polêmicas após pronunciamentos machistas. 

Lideranças de movimentos sindical e sociais repudiaram também as políticas de cortes no Brasil de programas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Como em todas as edições, a CUT-SP e seus sindicatos estiveram em peso, fortalecendo as bandeiras de lutas sobre igualdade de gênero no mundo do trabalho.

“A nossa luta é por igualdade, democracia, empregos, direitos, contra a fome e a miséria. Temos que retomar as lutas nas ruas e recuperar nosso país das mãos dos fascistas. A luta contra o machismo, a homofobia, a misoginia e o racismo segue presente e precisamos mostrar nossa indignação nas urnas em 2022”. afirmou a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Marcia Viana. 

Secretária das Mulheres da CUT Nacional, Juneia Batista defende ser preciso discutir em sociedade todas as questões que impactam a vida das mulheres. 

Citou igualmente em sua fala as bandeiras trazidas por Marcia e, ao final, comentou sobre o candidato que o movimento sindical espera ver eleito. 

“Queremos Lula de volta, assumindo a presidência da República porque queremos voltar a ser feliz em nosso país, sem carestia, sem violência, sem desemprego e sem fome”, disse.   

Nas ruas também, as mulheres cobraram do país a ratificação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que define padrões legais e éticos para combater todo tipo de violência e assédio nos locais de trabalho. Até o momento, o governo brasileiro não fez nenhuma sinalização se irá adotar ou não a medida.

Dados do Dieese mostram que o total de mulheres com ocupação no terceiro trimestre de 2021 estava em 39 milhões, ganhando por hora, em média, menos do que os homens: R$ 13,89 contra R$ 15,25.

"As políticas equivocadas dos governos Bolsonaro e Doria, como a reforma da Previdência, elevaram o tempo de contribuição para aposentadoria, mudaram as regras para concessão do auxílio doença ou pensão por morte e, somadas ao aumento dos casos de violência contra a mulher, entre outras maldades, seguem na pauta de luta deste 8 de março”, ressaltou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo. 

Dino SantosDino Santos
Presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, acompanha a atividade

Segundo o dirigente, essas são ações que precisam ser combatidas nas ruas e nas rede, em defesa da vida das mulheres e por um país e um Estado sem governantes como Bolsonaro e Doria. “É urgente resgatarmos a esperança do nosso povo em viver num Brasil feliz de novo e num estado de São Paulo melhor para todas e todos", finalizou.

Além da capital, as mulheres também promoveram atos em outras cidades como Sorocaba, Campinas, Limeira e Bauru. Diversas cidades do litoral e do interior se somaram ao ato da capital paulista.