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Manifestação exige apuração imediata das denúncias de assédio na Caixa

Atividade acontece nesta sexta em frente a agência do banco em Santo André; Sindicato expressa solidariedade às vítimas

Publicado: 01 Julho, 2022 - 17h34 | Última modificação: 01 Julho, 2022 - 17h38

Escrito por: Sindicato dos Bancários do ABC

Divulgação Bancários do ABC
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O Sindicato dos Bancários do ABC realizou nesta sexta, 1, atividade em frente à agência da Caixa na rua Senador Fláquer, centro de Santo André, para exigir a apuração imediata das denúncias de assédio sexual e moral cometidos pelo ex-presidente do banco, Pedro Guimarães. A saída de Guimarães já foi oficializada em portaria. Ele será substituído por Daniella Marques, que era secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia de Paulo Guedes.

“Mais importante do que a saída de Pedro Guimarães é a investigação dos casos de assédios sexual e também moral praticados por ele e saber por que motivo o canal de denúncias existente na Caixa não funcionou”, destaca o presidente do Sindicato, Gheorge Vitti. Pedro Guimarães foi acusado de assédio sexual por várias empregadas do banco. Também há gravações que revelam o assédio moral que praticava contra os funcionários, com voz alterada e xingamentos. O assédio sexual é crime e está previsto no Código Penal brasileiro (art. 216-A).

A pauta de reivindicações para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no último dia 15, antes da divulgação das denúncias contra o ex-presidente da Caixa, já reivindica artigo específico de combate ao assédio sexual. A cláusula prevê que toda denúncia de assédio sexual deverá ser protocolada pelo superior hierárquico do assediador, com cópia ao sindicato para acompanhamento. A terceira mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban acontece no próximo dia 06/07.

“Queremos rapidez na investigação e a devida punição. O governo Bolsonaro sequer teve coragem de demitir Pedro Guimarães, que acabou pedindo demissão depois do escândalo porque sua permanência ficou insustentável. Também queremos expressar toda nossa solidariedade e apoio às vítimas e nos colocar à disposição para ajudá-las”, reforça o presidente do Sindicato.

Notícia publicada no site do Sindicato dos Bancários do ABC