Manifestação dos trabalhadores da saúde: nova audiência e assembleia na quinta (18)
Publicado: 16 Maio, 2023 - 18h31 | Última modificação: 16 Maio, 2023 - 18h41
Escrito por: Helena Domingues - SindSaúde ABC
Com o apoio dos movimentos sindical, social e partidos políticos da região, o SindSaúde ABC realizou manifestação, na manhã desta terça-feira (16), em frente à Secretaria de Saúde de São Bernardo, em protesto às demissões e sucateamento da área no município. Também compareceram ao ato vários trabalhadoras e trabalhadores demitidos recentemente. “Quem está trabalhando tem receio de vir porque estão sendo ameaçados”, disse Almir Mizito, presidente do Sindicato, ao relatar o clima tenso que está predominando nas várias UPAs, UBSs, hospitais públicos e outras unidades de saúde.
Participaram do ato, entre outros, representantes do Sindicato das Refeições Coletivas, Vigilantes, Metalúrgicos, Bancários, Servidores de São Bernardo, CUT São Paulo, a vereadora Ana Nice (PT-SBC), Rosa (Psol), Vanda (Psol e CUT-SP), Belmiro Moreira (CUT-SP), e o presidente do Diretório Municipal do PT de São Bernardo, Clayton Coutinho.
Em seu relato sobre a audiência pública realizada ontem no TRT-2ª Região, Mizito informou que as demissões estão suspensas até a próxima quinta-feira (18), quando nova audiência será realizada. Os resultados desse encontro serão informados e discutidos em assembleia às 19h do mesmo dia, na sede do Sindicato.
O secretário de Saúde do município, Geraldo Reple, não compareceu à audiência de ontem, bem como nenhum representante da prefeitura. A Fundação do ABC estava representada por alguns diretores. “Isso mostra a falta de compromisso desse prefeito com o município ou com a saúde da população”, disse Mizito. Reple será novamente convocado para a audiência de quinta-feira.
A falta de diálogo, ainda segundo Mizito, é a marca registrada tanto da Prefeitura de São Bernardo como da Fundação do ABC. “O prefeito só conversa com a população, se é que se pode chamar isso de conversa, através de live, não existe cara-a-cara”, disse a vereadora Ana Nice.
Ela voltou a denunciar, como já havia feito na plenária da semana passada, as precárias condições dos trabalhadores(as) em muitas unidades de Saúde na cidade, em especial na periferia. “Os trabalhadores que se empenharam tanto durante a pandemia, que colocaram suas vidas em risco, são os mesmos que agora estão sendo demitidos sem motivo justificado”, disse ela.
A categoria aprovou, na semana passada, o Aviso de Greve, mas na audiência de ontem ficou estabelecido, além da suspensão das demissões, que os trabalhadores não entrarão em greve até quinta-feira. “Portanto, a qualquer momento a partir de quinta-feira a Saúde de São Bernardo pode parar”, avisou o dirigente.
“O SUS está com uma carga de pacientes muito grande, o número de médicos e demais profissionais já é baixo, demitir os que estão lá só piora e se entrarmos em greve será o colapso total. Entendemos isso, mas se não chegarmos a um acordo, iremos parar”, disse Mizito.
