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Jovens terão participação garantida na CUT

Congresso Nacional da CUT inclui em seu plano de lutas a orientação para a participação de no mínimo 10% de jovens em congressos, conferências, plenárias e espaços de formação

Publicado: 15 Outubro, 2019 - 11h33 | Última modificação: 15 Outubro, 2019 - 11h37

Escrito por: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Roberto Parizotti/CUT
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Os jovens brasileiros são os mais afetados pela corrosão do mercado de trabalho. No primeiro trimestre deste ano, 41,8% da população de 18 a 24 anos fazia parte do grupo dos subutilizados — ou seja, estavam desempregados, desistiram de procurar emprego ou tinham disponibilidade para trabalhar por mais horas na semana.

Em números absolutos, são 7,337 milhões de jovens brasileiros subutilizados, o maior número já registrado desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) começou a ser feita em 2012 — do total, 4,26 milhões estavam desempregados, procurando trabalho, levando a uma taxa de desemprego entre esse grupo de 27,3%.

Diante dessa realidade desoladora, os delegados e delegadas do 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia, elegeram, em chapa única, a nova direção Nacional da CUT para o mandato de 2019/2023.  Para a presidência da entidade foi eleito por unanimidade o metalúrgico do ABC, Sérgio Nobre.

O Concut também incluiu em seu plano de lutas a orientação de participação de no mínimo 10% de jovens em congressos, conferências, plenárias e espaços de formação.

O plano de lutas de uma central orienta a ação sindical do próximo período para todos os sindicatos, federações e confederações filiadas à central sindical. 

“A demanda da inclusão da Juventude está na sociedade. Em muitas categorias, os trabalhadores de até 35 anos são maioria. Além disso, a geração que nasceu nos anos 2000 está entrando no mercado de trabalho. Esse público exige respostas mais rápidas e ações diferenciadas.

Com essa orientação, a CUT busca, além de representar melhor os trabalhadores, dar mais dinamismo para sua ação e intervenção na sociedade”, avalia Lucimara Malaquias, vice-presidente da UNI Americas e diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região; 

Ela enfatiza que revolução 4.0, a transformação digital e o novo mundo do trabalho exigem sindicatos dinâmicos, representativos e com nova linguagem e novas formas de interação.

“A relação entre diferentes gerações enriquece a todos. A troca e o aprendizado podem trazer melhores resultados para a ação sindical visando sempre a garantia de direitos para os trabalhadores. Isso envolve coragem, inovação e organização na qual novas consicências possam participar das decisões; organização que pede renovação”, opina a diretora. 

“Também buscamos maneiras de inovar, seja na linguagem, seja na ação. Precisamos ainda pensar na formação de novas lideranças e no processo transitório.  Estamos sinalizando para a juventude: queremos te ouvir e construirmos juntos novos métodos”, afirma Lucimara, acrescentando que foi aprovado na UNI, Sindicato Global, orientação semelhante.