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Funcionalismo de Presidente Prudente para cidade em defesa dos direitos

Em dia histórico de paralisação, servidores fazem carreata e manifestam em frente ao paço

Publicado: 04 Setembro, 2019 - 16h00 | Última modificação: 04 Setembro, 2019 - 16h07

Escrito por: Itamar Batista - Sintrapp

Itamar Batista - Sintrapp
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Movidos pela garra de lutar por seus direitos, mais de mil servidoras e servidores de Presidente Prudente (SP) estiveram paralisados hoje (4), desde as 9h. Na agenda do dia, foi realizada uma carreata pelas principais ruas do município. O carro de som puxava o movimento com uma mensagem à população, esclarecendo sobre a paralisação e sobre a motivação.

“Estamos aqui para cobrar do prefeito empenho para solucionar os problemas gerados pela Adin que cortou o abono aniversário e também pelo decreto que suspendeu o pagamento da venda de parte de nossas férias e licenças-premio”, explicou a diretora do Sindicato dos Servidores da região (Sintrapp) e dirigente da CUT-SP, Sônia Auxiliadora.

A carreata foi finalizada na rampa da prefeitura, onde uma parte do movimento já aguardava pela chegada dos carros “É o momento de mostrarmos ao prefeito que não vamos aceitar a retirada de direitos!”, comentou a presidenta do Sintrapp, Luciana Telles.

No paço, foram ditas palavras de ordem ao microfone, que eram repetidas pelas servidoras e servidores presentes e que faziam com a mensagem repercurtisse por dentro das salas da prefeitura.

A primeira reunião

Às 11h, depois de muito barulho em frente à sede do poder executivo, uma comissão subiu até o gabite do prefeito. Como um movimento de tantas e tantos não pôde ser ignorado, a reunião, tensa e pautada por discussões, foi feita. “Este tipo de movimento não me pressiona”, disse o senhor prefeito sobre as servidoras e servidores em paralisação. Enquanto isso, dentro da sala, todos ouviam os gritos de ordem. “Servidores na rua! Prefeito a culpa é sua!”. As falas na conversa se complementavam com os gritos que vinham de lá de fora, num único discurso.

Ainda sem uma proposta por escrito para apresentar às servidoras e servidores, a reunião foi encerrada com a promessa de que às 15h haverá outra conversa. Desta vez, para apresentar uma proposta por escrito. Além disso, a comissão também cobrou pela revogação do decreto que impede o pagamento das vendas de férias e licenças-prêmio. Sobre isso, o prefeito não apresentou proposta alguma.

Finalizada a reunião que começou às 11h, depois de duas horas de conversa, a comissão desceu até a rampa, para informar o que foi discutido. A Proposta apresentada informalmente pelo prefeito, tratava sobre adicionar R$55,00 ao abono salarial de R$200,00. De imediato, a categoria não aceitou a ideia. Depois de alguns minutos, o secretário de administração desceu até o movimento e entregou nas mãos da presidenta a redação de um Projeto de Lei sobre com a mesma proposta.

A segunda reunião

Até o momento de fechamento desta matéria a referida reunião, prevista para as 15h, ainda não aconteceu. Este texto será atualizado com as informações em breve. A categoria espera que, nesta conversa, haja uma proposta para o problema gerado pela Adin e também algo no sentido de revogar o decreto que impede os pagamentos de vendas de férias e licenças.