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Fechar agências do Banco do Brasil é desassistir população que mais precisa  

Dirigentes sindicais falam sobre o que significa o fechamento de agências e a demissão de trabalhadores

Publicado: 16 Janeiro, 2021 - 03h19 | Última modificação: 16 Janeiro, 2021 - 03h21

Escrito por: Vanessa Ramos -CUT São Paulo

Marcelo Camargo / Agência Brasil
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Um dos principais assuntos dos últimos dias tem sido a reestruturação do Banco do Brasil, anunciada pela direção da empresa nesta semana, que prevê o fechamento de agências em pequenos municípios do interior do país e um programa de demissão voluntária com o objetivo de enxugar 5 mil vagas.

Com a medida, além da redução da mão de obra, as cidades menores terão atendimento presencial reduzido ou encerrado, incluindo regiões que contam atualmente com cobertura bancária limitada.

Frente a esta questão, alguns debates estão sendo suscitados como o de que o fechamento das agências ameaça o papel social dos bancos públicos e, ainda, coloca em xeque a inserção da população na economia e o desenvolvimento das regiões que contam com estruturas mais incipientes.

Para falar sobre esses e outros desdobramentos, a TVT entrevistou nesta semana o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, e o presidente do Sindicato dos Bancários do ABC e secretário de Comunicação da CUT-SP, Belmiro Moreira.

“Se a gente observar o fechamento das agências do Banco do Brasil e as transformações em postos de atendimento, é claro o desmonte e uma precarização do atendimento à população. Existem locais no interior do país em que as pessoas terão que percorrer três horas para ter um atendimento básico bancário, sendo que o Banco do Brasil sempre atuou nessas regiões. Isso representa uma política de segmentação e elitização do banco por parte deste governo”, afirma   Fukunaga.

Assim como Fukunaga, Moreira destaca também o impacto negativo aos pequenos municípios e lembra que o banco desempenha papeis fundamentais como a concessão de crédito rural e o atendimento à agricultura familiar.

“O fechamento das unidades e a redução do número de trabalhadores, mesmo com os canais alternativos, vai trazer uma precarização para os clientes do banco. Muitos clientes procuram os bancos, principalmente os bancos públicos, para conseguir ter um atendimento mais adequado, o que os canais virtuais, apesar de todo o investimento que os bancos têm feito, não consegue ainda dar este suporte”, explica Moreira.  

Confira a reportagem da TVT na íntegra