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Faculdade de Medicina é a primeira unidade a paralisar atividades no ABC

Movimento, denominado “greve pipoca” (pode “estourar” a qualquer momento, em qualquer unidade de saúde), tende a se ampliar

Publicado: 18 Setembro, 2019 - 11h26 | Última modificação: 18 Setembro, 2019 - 11h28

Escrito por: Maria Helena Domingues - SindSaúde ABC

Divulgação
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Mal amanhecera quando os trabalhadores da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, deram o início, na terça-feira, 17 de setembro, à greve decidida em assembleia na última quinta-feira (12/09), em protesto ao não cumprimento, por parte da Fundação do ABC, da Convenção Coletiva de Trabalho de 2019.

Logo depois, outras unidades de saúde entravam em contato com o Sindicato para avisar que também estavam com as atividades paralisadas. Foi o caso das UBSs Palmares, em Santo André, Paranavaí, em Mauá, e Baeta Neves, em São Bernardo, todas na parte da manhã.

O movimento, denominado “greve pipoca” (pode “estourar” a qualquer momento, em qualquer unidade de saúde), tende a se ampliar. Abrange 10.470 trabalhadores, nas seguintes cidades: Santo André (1.800), São Bernardo (6.500), São Caetano (940) e Mauá (1.230).

Desrespeito

O acordo assinado em 2019 com o Sindhosp (sindicato patronal ao qual a Fuabc pertence) estabelece a reposição integral da inflação, de 5,07% nos salários e benefícios dos trabalhadores, em duas parcelas.

Entretanto, desde 2016 que a Fundação (que gere os serviços de saúde no ABC) não cumpre com o estabelecido nas Convenções Coletivas de Trabalho, o que faz com que as perdas salariais da categoria cheguem a 20% (9% em 2016, 4% em 2017, 1,69% em 2018 e 5,07% em 2019).

Os anos anteriores (2016, 2017 e 2018) estão em trâmite na Justiça, em processo de dissídio coletivo. Até agora nenhum deles foi concluído. “A Fundação faz de tudo para impedir, inclusive agindo de má fé com a própria Justiça e tem também o tempo da própria Justiça, por isso as coisas não fluem como deveriam”, explicou o presidente do Sindicato, Almir Rogério “Mizito”.

Carta Aberta

Os diretores do Sindicato começaram a distribuir hoje uma carta aberta aos trabalhadores e usuários dos serviços de saúde do ABC, explicando os motivos da greve e pedindo o apoio da população.

No próximo dia 24 de setembro haverá manifestação, a partir das 9h, em frente à Prefeitura de Santo André. O ato está sendo organizado pelos três sindicatos ligados à saúde na região: SindSaúde ABC, Sindacs ABC (Sindicato dos Agentes Comunitários) e SindServ Santo André (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais).