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Evento homenageia as vítimas do descaso do governo brasileiro na pandemia

UNI Americas organiza o ato “Não nos calarão! O genocídio e a crise da Covid-19”, no dia 24, um manifesto virtual de resistência daqueles que foram afetados pela omissão ou decisões equivocadas de Boslonaro

Publicado: 24 Novembro, 2020 - 11h17 | Última modificação: 24 Novembro, 2020 - 12h07

Escrito por: UNI Americas

Reprodução
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“Não nos calarão!”. Sob este lema, a UNI Americas, que no Brasil congrega a Rede Sindical Brasileira UNISaúde - uma coalização de 40 entidades sindicais, que representa mais de um milhão de trabalhadoras e trabalhadores das redes de saúde pública e privada, em 18 estados mais o Distrito Federal -, realizará nesta terça-feira (24), das 19h às 21h45, um evento virtual para homenagear as vítimas da Covid-19 no Brasil e, também, criticar o governo de Jair Bolsonaro por sua omissão e decisões equivocadas na pandemia.

Sob a ótica dos profissionais de saúde e comunidades mais afetadas durante a pandemia, como indígenas e quilombolas, o manifesto político, dinâmico e cultural contará com as participações de vários convidados especiais, como o Nobel da Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel; líderes espirituais, como Monja Coen e Padre Júlio Lancellotti; os músicos Mônica Salmaso, Chico César e Teco Cardoso; lideranças sindicais afiliadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Sindical Popular Conlutas; o setor da saúde do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); além de lideranças indígenas e quilombolas, e ativistas pelos direitos humanos.

A condução do evento ficará a cargo da atriz e poeta Luz Ribeiro e, ao longo dele, haverá um ato ecumênico; intervenções artísticas e culturais; e homenagens às vítimas da Covid-19.

Resistir

O lema escolhido para o evento - “Não nos calarão! O genocídio e a crise da Covid-19” – é uma forma de deixar explícita a resistência dos profissionais de saúde e demais vítimas da pandemia no Brasil, e para enfatizar que continuarão lutando, especialmente agora que o país já pode estar vivendo uma segunda onda da doença.

“No começo da pandemia, os profissionais de saúde foram alçados ao posto de heróis e o que se viu depois foi total descaso, como desemprego, condições precárias de trabalho, incluindo a falta de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individuais) e testagem, e exploração. Devido à crise, alguns inclusive aceitaram péssimos contratos de trabalho para que não perdessem seus empregos”, disse Márcio Monzane, secretário Regional da UNI Americas.

Em relação aos indígenas e quilombolas, Monzane lembrou dos decretos do presidente Jair Bolsonaro que penalizaram essas comunidades, como impedir o fornecimento de água potável e assistência médica, medidas que contribuíram para provocar a morte de muitas lideranças desses povos.

A essas medidas desastrosas, somada à omissão do governo brasileiro, não há outra forma de nomeá-las, salvo como crimes. “O presidente é um criminoso! Desde o início, ele minimizou a crise sanitária, chamando a Covid-19 de ‘gripezinha’ e dando péssimos exemplos, ao promover aglomerações e não usar máscara. O que ele fez contra os profissionais de saúde e, especialmente, esses grupos étnicos foi um genocídio”, pontuou.

O Brasil caminha para a casa dos 200 mil mortos por Covid (o segundo maior do mundo) e ultrapassou a marca dos 6 milhões de casos (o terceiro maior).

No universo de profissionais de saúde, houve 370 mil casos confirmados da doença - conforme o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, com dados da plataforma e-SUS - e quase 400 mortes. Porém, importante pontuar que esses dados estão subnotificados devido a problemas no sistema em que são cadastradas as informações pelas secretarias estaduais de saúde.

Queixa

Em julho passado, a Rede UNISaúde organizou uma queixa assinada por 63 entidades, apresentada no Tribunal Penal Internacional de Haia, na Holanda, acusando Bolsonaro de genocídio e crime contra a humanidade. A queixa foi suspensa pelo tribunal, mas ainda é possível recorrer.

Durante o evento, a coalizão pretende reafirmar o seu compromisso de que vai continuar lutando para que o governo brasileiro seja responsabilizado legalmente por sua má gestão e omissão frente à pandemia.

Dessa forma, ratificamos o lema do manifesto virtual: “Não nos calarão!”.

Serviço:

“Não nos calarão! O genocídio e a crise da Covid-19” – dia 24/11, das 19h às 21h45, nas plataformas www.manifao.org e no canal do Youtube: UNI Americas Comunicación (link direto: https://youtu.be/VgL1ADE5ArA)

Sobre a

UNI Americas organiza o ato “Não nos calarão! O genocídio e a crise da Covid-19”, no dia 24 de novembro, um manifesto virtual de resistência daqueles que foram afetados pela omissão ou decisões equivocadas do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia no Brasil

: A UNI Americas é o braço latino-americano da UNI Global, um sindicato mundial, com sede na Suíça, que representa mais de 20 milhões de trabalhadores do setor de serviços em três continentes.