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Estimativa fake do governo Doria não abala sucesso do ato Fora Bolsonaro

Estimativa fake do governo Doria não abala sucesso do ato Fora Bolsonaro

Publicado: 07 Outubro, 2021 - 13h39 | Última modificação: 07 Outubro, 2021 - 13h46

Escrito por: Douglas Izzo - presidente da CUT São Paulo

Dino Santos/ CUT-SP
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Inconformado com o sucesso dos atos organizados pelas centrais sindicais, partidos progressistas e movimentos populares que levam às ruas o debate da fome, da carestia, do desemprego, da defesa dos serviços públicos e contra as privatizações, além de cobrar o impedimento do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), agora o governo de João Doria (PSDB) conseguiu se superar, ao divulgar, por meio da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a estimativa de apenas 8 mil pessoas na manifestação do último sábado, 2 de outubro. Piada pronta né?

Basta olhar as imagens da avenida Paulista para constatar que o número é bem superior. A divulgação dessa estimativa tem sido, inclusive, alvo de chacotas não só entre nossa militância, mas também na opinião de pesquisadores que tem ido aos atos fazer o levantamento do perfil dos manifestantes, como aponta o jornalista Leonardo Sakamoto em sua coluna no portal UOL desta terça-feira (5/10).

Entendemos que a divulgação desse número ínfimo foi proposital, no sentido de Doria querer a qualquer custo equiparar nossa manifestação ao insucesso do ato de 12 de setembro do qual participou ao lado dos organizadores (MBL, Vem Pra Rua etc.). Aliás, importante lembrar que no mês passado o governo tucano tentou impedir a realização de atos contra o presidente Bolsonaro no dia 7 de setembro, data que há 27 anos é marcada pelo Grito dos Excluídos e Excluídas e que, neste ano, se somou à Campanha Fora Bolsonaro e ocorreu no Vale do Anhangabaú após decisão judicial que reforçou o direito à livre manifestação, conforme previsto na Constituição.

O que difere nosso movimento pelo impeachment de Bolsonaro é que nós queremos o fim desse desgoverno e também da atual política econômica que promove o desemprego, constantes ataques aos direitos da classe trabalhadora e aprofundam cada vez mais o desmonte dos serviços públicos. Já Doria e as organizações à direita querem tirar o presidente do poder para favorecer uma tal terceira via, mas defendem essa política de retirada de direitos e redução do papel do Estado.

Nós seguiremos na luta em defesa da vida, dos direitos, da democracia, dos serviços públicos e contra a fome, o desemprego, a entrega do patrimônio público ao capital internacional e para construir um projeto nacional capaz de fazer nosso país e nosso povo feliz de novo.

Neste sentido, não temos medido esforços em construir a unidade entre todos os setores do campo democrático e popular que defendem a nossa democracia, os direitos, as empresas públicas, os serviços públicos e também querem o fim do governo Bolsonaro e derrotar as políticas nefastas que retiram direitos trabalhistas e sociais desde o golpe parlamentar contra a presidenta Dilma em 2016.

Não vamos nos deixar abalar pelas estimativas diminutas de público divulgadas pelo governo paulista que, vale lembrar, busca reproduzir aqui no estado a mesma política de ataque aos direitos dos servidores e servidoras, bem como aos serviços públicos promovida pelo governo Bolsonaro.

É por isso que, no próximo mês voltaremos às ruas de São Paulo, de todo Brasil e também em várias cidades do exterior para mais uma vez levar nosso grito de “Fora Bolsonaro”, afinal ninguém aguenta mais esse desgoverno!