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Organizações repudiam agressão sofrida por procuradora em São Paulo

Em nota, as organizações manifestam solidariedade à procuradora paulista

Publicado: 23 Junho, 2022 - 11h16 | Última modificação: 23 Junho, 2022 - 17h08

Escrito por: CUT São Paulo e entidades

Divulgação
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Expressamos por meio desta nota nosso repúdio ao ato brutal de violência cometido por parte de Demétrius Oliveira Macedo contra a vítima Gabriela Samadello Monteiro de Barros, ambos advogados e procuradores da Prefeitura de Registro (SP). A agressão, registrada em vídeo, ocorreu no local de trabalho, no dia 20 de junho de 2022.

Não podemos tolerar que a violência contra a mulher siga acontecendo frente aos nossos olhos. Trata-se de um problema enraizado na estrutura desigual, patriarcal e racista na qual nossa sociedade foi construída.

É dever do Estado Brasileiro combater todos os tipos de violência, mas, neste momento, a violência contra a mulher no nosso país vem sendo constante e banalizada. Temos vivido o aumento da violência, nos lares, nos locais de trabalho e nos espaços públicos. Isso revela como o machismo tem sido um mecanismo para, inclusive, constranger as mulheres nos seus postos de trabalho, como se ali não fosse o lugar delas.

No entanto, o governo não apenas fica inerte, mas, com seu discurso machista e misógino, incentiva que casos como esse aconteçam, de modo e que os agressores se sintam à vontade, com a certeza de que não serão punidos. Não podemos aceitar a ineficiência do Estado em proteger e garantir justiça à mulher vítima de violência.  É urgente que as leis de proteção às mulheres sejam aplicadas e implementadas e que os governos, justiça, autoridades policiais cumpram as leis no que se referem à violência contra a mulher.

Denunciamos, ainda, que a Delegacia da Mulher do município de Registro há décadas não tem sequer uma delegada, não representa e não zela pelos direitos das mulheres e não atua no enfrentamento à violência de gênero. Denunciamos a falta de serviços e políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher no município e em toda Região do Vale do Ribeira.

Até quando teremos que suportar ver um agressor sair pela porta da frente da delegacia sem a devida punição ou tratá-lo como doente? Quanto vale nossa vida e nossa integridade? Quando poderemos exercer nosso direito de viver e existir, sendo que nenhum espaço nos garante segurança?

Nos solidarizamos com a procuradora Gabriela de Barros e exigimos justiça. Basta de violência! Nos subjugaram, nos desrespeitaram, nos agrediram mais uma vez. Não vamos nos calar! Somos Carolinas, Marias, Sônias, Marielles, Gabrielas e não cansamos de lutar pelo direito de viver sem violência.

Assinam as entidades:

Marcha Mundial das Mulheres
Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-SP
Coletivo de Mulheres do PT de Registro
Juventude do PT
Mandato da Vereadora Sandra Kennedy