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Encontro Estadual da Juventude debate formação e uberização do trabalho

Mais de 55 jovens de diferentes sindicatos estiveram presentes no Encontro Estadual da Juventude, que aconteceu no sábado (29), na Casa do Professor Apeoesp

Publicado: 04 Julho, 2024 - 17h31 | Última modificação: 04 Julho, 2024 - 17h44

Escrito por: Laiza Lopes - CUT São Paulo

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Mais de 55 jovens de diferentes sindicatos estiveram presentes no Encontro Estadual da Juventude, que aconteceu no sábado (29), na Casa do Professor Apeoesp. 

“O encontro foi muito produtivo. Conseguimos fazer uma troca importante para o desenvolvimento de atividades para o coletivo e já estamos pensando no próximo”, afirma Joice Jaqueline, secretária da Juventude da CUT-SP.

A primeira mesa contou com as participações de Raimundo Suzart, presidente da CUT-SP; Telma Victor, secretária de Formação; Wagner Menezes (Marrom), secretário nacional de Transportes e Logística da CUT; Com mediação de Erick Nicolas do Sincoverg.

“Temos que entender a juventude. Mudar a forma de nos organizar e de acolher, para termos um ambiente mais receptivo para esse público. Neste sentido, a formação é um investimento e não custo. Precisamos ouvir essas pessoas para aumentarmos o número de sindicalização entre os jovens”, avalia Raimundo Suzart, durante a análise de conjuntura.

A importância da formação também foi ressaltada por Telma Victor, secretária da pasta na CUT-SP. “Não chegamos aqui com apostila pronta, a formação precisa ser construída junta, com troca. Por isso buscamos apoio e solidariedade em rede”, comenta Telma. 

Os desafios da uberização do trabalho, que têm impactado em grande parte as juventudes, foram pontuados pelo secretário nacional de Transportes e Logística da CUT, Wagner Menezes (Marrom). 

“Nossa juventude está em peso nas plataformas. Nosso desafio é fazer com que eles se vejam como trabalhadores e não empresários”, afirma Wagner. 

Para implementar direitos aos profissionais que estão nesse tipo de trabalho, a CUT tem apoiado o PLC dos Aplicativos 12/2024, projeto de lei que contou com a elaboração de um grupo tripartite e oferecerá proteção social aos motoristas que transportam passageiros por app. 

“Não existe ainda a função de trabalho para quem atua nos aplicativos e isso faz com que eles não tenham representação de sindicato, por exemplo. Com o projeto, a categoria trabalhador autônomo por aplicativo será criada, trazendo mais direitos”, diz Marrom, que explica que a partir da aprovação do PLC, o trabalhador terá seguridade social, com INSS e, no caso das mulheres, licença-maternidade.

 

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No momento, a urgência do projeto foi retirada pelo Congresso Nacional e infelizmente ainda não há avanço na pauta.

A segunda mesa do evento teve a mediação da Lucimara Malaquias, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, e trouxe participantes como Danton Mello, dirigente estadual da Juventude Negra do PT– SP; Marco Dalama, assessor  da Secretaria de Meio Ambiente da CUT-SP; e Rita de Cássia Cardoso, secretária de Políticas Sociais e Promoção de Igualdade Racial da APEOESP.  Temas importantes para as juventudes foram discutidos entre eles: eleições 2024, crise climática e políticas sociais e raciais.

Durante a tarde, os participantes foram divididos em grupos para elaborar ações que dialogassem com os temas das mesas anteriores. Propostas de formações para letramento de diversidade e ações para conscientizar sobre o meio ambiente, que incluem projeto para o coletivo de áreas de lazer e praças, foram algumas das ideias dos participantes. O próximo passo será a organização de um calendário para o coletivo.