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Em Piracicaba (SP), ato pede o fim do assédio moral e sexual

Publicado: 05 Julho, 2022 - 16h58 | Última modificação: 05 Julho, 2022 - 17h04

Escrito por: Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SINDBAN)

Divulgação SINDBAN
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Diretores do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SINDBAN) realizaram na manhã desta terça, 5/7, ato pelo fim do assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, em particular na categoria bancária.

Realizado na frente da agência da Caixa Econômica Federal da praça José Bonifácio, a manifestação teve ainda a participação dos sindicatos dos Servidores Municipais de Piracicaba e Região, dos Trabalhadores em Movimentação de Cargas e do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação e Trabalhadores na Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Piracicaba e Região (Siemaco).

Motivação – A denúncia vinda a público no dia 28/6, de que o então presidente da Caixa, Pedro Guimarães, assedia sexualmente funcionárias do banco chocou a categoria e a sociedade. 

O portal Metrópoles traz ainda novos casos de assédio moral, igualmente assustadores, revelando abuso de poder, com atitudes de intimidação, inclusive contra altos funcionários e integrantes da direção do banco.

“Infelizmente, os casos de assédio moral e sexual não acontecem apenas da Caixa. Nossa pesquisa anual Perfil Bancário aponta que 15% da categoria já sofreu assédio moral. Além disso, a quase dois anos um gerente da nossa base foi demitido depois de apuração de assédio sexual a cinco colegas de trabalho. É contra tudo isso que temos que lutar. Local de trabalho tem que ser seguro para todos e todas”, avalia Angela Ulices Savian, presidenta em exercício do SINDBAN.

Apuração – A recém nomeada presidenta da Caixa afastou outros diretores do banco até que o assunto seja devidamente apurado. Uma consultoria independente deve ser contratada para que seja apurado se houve conivência da alta direção e se verifique se houve denúncias em órgãos internos e, se houve, o motivo pelo qual elas não foram encaminhadas.

Pedro Guimarães é passível de condenação por ato de improbidade; se condenado, o ex-dirigente pode ser impedido de assumir novos cargos públicos. Assédio sexual é crime.

Todo o País – O ato desta terça feira está sendo realizado por todo o País. A pressão sobre o tema mudou a pauta da reunião de negociação da campanha nacional dos bancários que acontece nesta quarta. Fenaban e a Contraf tratarão do tema igualdade de oportunidades.

Tribunal de Contas - O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou investigação sobre o ex-presidente da Caixa pelas denúncias de assédio sexual e moral cometidas contra empregadas da entidade.

A apuração pelo TCU atende a pedido do Ministério Público de Contas, feito pelo subprocurador Lucas Rocha Furtado. O órgão relata que será apurado se “Pedro Guimarães, no exercício da presidência da Caixa Econômica Federal, cometeu assédio sexual e moral contra empregadas e empregados daquela instituição financeira pública, o que, além de caracterizar prática criminosa, configura flagrante violação ao princípio administrativo da moralidade”.

Ministério Público - O procurador Paulo Neto, do Ministério Público do Trabalho, fez nesta segunda-feira (4) uma inspeção na sede da Caixa Econômica Federal em Brasília. "O objetivo da inspeção foi verificar o espaço físico, onde esses supostos assédios estão ocorrendo. Foi construído um quadro fático e durante o depoimento das testemunhas é importante que a gente tenha essa ideia de como é o espaço físico aí dentro, quais setores se relacionam, onde funciona a presidência e a vice-presidência", afirmou o procurador.