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Em Osasco, CUT-SP irá às ruas mostrar impacto de Bolsonaro para classe trabalhadora

Levar miséria aos trabalhadores foi uma opção política do atual presidente, apontam dirigentes

Publicado: 08 Fevereiro, 2022 - 14h57 | Última modificação: 08 Fevereiro, 2022 - 15h21

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Prefeitura de Osasco
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A pandemia de covid-19, além de 633 mil mortes até o momento, promoveu uma crise econômica que varreu o mundo. Mas que impactou ainda mais a classe trabalhadora, em especial, a brasileira destinada a conviver com um governo incapaz de unir esforços para promover políticas públicas de recuperação do emprego e da renda.

Levantamento da agência Austin Rating, divulgado em novembro de 2021, demonstra que o desemprego no Brasil é o dobro da média mundial. Os números são os piores entre todos os membros do G20.

Segundo o estudo, 13,2% da população economicamente ativa, o equivalente a 13,7 milhões de pessoas, está sem trabalho, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), o país tornou-se uma referência negativa e o objetivo da CUT-SP em Osasco será deixar isso nítido à população do município, conforme destacou a secretária de Políticas Sociais da Central, Kelly Domingos.

Extermínio como política

Durante plenária que a subsede promoveu nessa segunda-feira (7) em formato digital por conta da pandemia, a dirigente apontou que é preciso ir às ruas para mostrar porque o impacto da covid-19 foi maior para os trabalhadores e as trabalhadoras.

“A CUT-SP tem um papel importante na cidade, é uma referência de quem luta pelos direitos da classe trabalhadora, independente da categoria. Nosso papel como dirigentes será ir às ruas mostrar que deixar os trabalhadores na miséria foi uma política de governo. E que Bolsonaro privilegia os patrões”, explica Kelly.

Em ano de eleições para a presidência, mas que também definirá governadores e os parlamentares do Congresso Nacional, é necessário também, destaca, formar uma base identificada com as pautas trabalhistas.

“Não podemos abrir mão de mostrar quais deputados e senadores defenderam e aprovaram leis que retiraram nossos direitos. Ter parlamentares comprometidos com nossa pauta é algo fundamental”, ressalta.

Luta, gênero e raça

Coordenador reeleito durante a plenária para comandar a subsede da CUT-SP em Osasco até 2024, Valdir Fernandes, o Tafarel, indica também a importância de mostrar que a crise tem raça e gênero.

“Nossa estratégia é dialogar com todos os segmentos da sociedade e explicar o que são as lutas de classes. Por que os pobres sofrem mais? Porque os negros ainda são alvos preferenciais da violência em um país racista? Por que o feminicídio ainda é tão vivo numa sociedade machista como a nossa? Se trata de discutir questões fundamentais para fortalecer os sindicatos e a democracia”, defende.

As plenárias estaduais da CUT-SP percorrerão todas as subsedes até meados de fevereiro, com a definição das coordenações e também das agendas de luta que nortearão o trabalho da Central ao longo dos próximos anos.

Solidariedade

Em todas as plenárias das subsedes, o secretário de Comunicação da CUT-SP, Belmiro Moreira, apresentou a campanha solidária de ajuda à população atingida pelas fortes chuvas que impactaram o estado da Bahia.

A doação em dinheiro pode ser feita via pix para CUT Minas Gerais, no CNPJ 65.139.743/0001-92 ou para a conta da CUT Bahia, no CNPJ 60.563.731/0003-39.

“Contamos com a solidariedade das entidades e da população na campanha, ajudando os que mais necessitam, como é o caso do povo baiano que perdeu casa, roupas e esperanças nessa tragédia”, conclui o dirigente.